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Por que você precisa ser um bom negociador?

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Notícias

Engana-se quem acredita que saber negociar é uma preocupação apenas daqueles que ocupam grandes cargos, lidam diariamente com transações extraordinárias ou precisam vender algo. A arte da negociação está sempre presente no nosso cotidiano, norteando nossas decisões. E, para alcançar o sucesso, é preciso dominar essa arte. É o que afirma o especialista em negociação Jaime Jimenez. Para ele, a importância da negociação é independente do ambiente de trabalho. "Crianças negociam, pais negociam, professores negociam, casais negociam, líderes negociam. A negociação é um recurso do ser humano para pleitear, conquistar e até mesmo para se posicionar", afirma.

Foi pensando nisso tudo que construímos aqui o curso intensivo "Negociação & Influência", que já está disponível no pay per view do Administradores Premium. Apresentado pelo professor Jaime Jimenez, que tem uma experiência de mais de 20 anos na área, com serviços prestados para boa parte das maiores empresas do Brasil, o curso é organizado de maneira objetiva, com foco total na aplicabilidade do conteúdo em sua rotina profissional.

 
Durante o curso, Jaime explica alguns dos fatores que entram em jogo na hora da negociação: a forma como as pessoas enxergam você, o quanto você é capaz de influenciar outras pessoas, como você se comunica e como se relaciona. O professor atenta para algumas questões que são essenciais na hora de negociar:

O processo de negociação

A negociação não é um evento que acontece apenas em um encontro ou reunião. É um processo que transcende o que está no papel, no orçamento, no projeto. "Na prática, algumas negociações não se dão em uma mesa de reunião. A mesa é o local onde se consagram ou não as ações que foram feitas antes. É o momento de “provar” não apenas tecnicamente o que se está vendendo, mas também de “tangibilizar” o porquê do que está sendo apresentado. Dessa forma, a negociação começa bem antes. No dia a dia, em função da sua legitimidade, da sua imagem, do seu relacionamento, da sua performance", explica o professor. Por isso, é preciso saber gerenciar as percepções que as pessoas têm a seu respeito.

A importância da imagem

Em qualquer processo de influência e persuasão, é fundamental ficar atento às reações do interlocutor. Na negociação, não importa apenas o quê ou como você disse algo, e sim o que o outro entendeu. O professor Jaime explica que é necessário entender de que forma deixamos de "vender" nossas ideias, nossa imagem, nosso trabalho, não por quem somos, mas sim pelo que transparecemos aos demais, seja nossa situação, seja o papel que assumimos. "Muito negociadores falham porque se atém apenas aos aspectos técnicos, benefícios, valores e especificidades, e se esquecem que também precisam representar o que estão vendendo", afirma.

Criar relações de confiança

 
Alguns indivíduos são tidos como "negociadores natos", com grande facilidade para negociação e liderança. De acordo com Jaime, essas pessoas tendem a construir, naturalmente, relações de confiança com seus interlocutores. Isso acontece quando as pessoas percebem um padrão em sua postura e se identificam. São momentos em que é possível escutar coisas como “Ele (a) é assim com todos!”, “Ele (a) fala minha língua!”, “Ele (a) atua como eu atuaria!”.

De acordo com Jaime Jimenez, isso se deve a uma questão de legitimidade: as pessoas tendem a se relacionar e confiar em pessoas parecidas com elas mesmas ou que demonstrem interesse genuíno por aquilo que está sendo apresentado. "Na prática, quando acompanhamos isso no dia a dia, nos deparamos com comportamentos ou atitudes que são percebidas como legítimas com as pessoas que nos relacionamos. E que para isso ocorra, não se trata apenas de 'química' mas da junção de elementos de comunicação verbal, não verbal e, principalmente, da forma como nos adaptamos aos nossos interlocutores. No decorrer do curso "Negociação & Influência nos aprofundamos em cada um destes itens para facilitar a compreensão do processo", explica.

Por Redação

Fonte: http://www.administradores.com.br/

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Desenhando o sucesso: design thinking como inovação no varejo

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Notícias

A economia contemporânea, cada vez mais competitiva e complexa, tornou a inovação um ativo imprescindível para a sobrevivência de qualquer empresa. Diante de um cenário em que o mundo está em constante mudança e as pessoas estão mudando de valores, as empresas precisam fazer diferente do que estão acostumadas. Com isso, as organizações estão recorrendo a novas técnicas de gestão para impulsionar as vendas e encontrar soluções inovadoras que tornem seus negócios verdadeiramente impactantes para a sociedade, sendo o Design Thinking uma das mais utilizadas.

No passado, o Design era relacionado unicamente com a função estética das coisas. Inclusive a apropriação dessa palavra na língua portuguesa assumiu essa visão. Porém o termo em inglês "design" seria melhor traduzido pela palavra "projetar" no português. Com a diferença do projetar tradicional que é voltado para dentro das organizações, o design projeta para fora, centrado nas pessoas. Quando um designer vai projetar uma cadeira, por exemplo, mais do que projetar focado no processo de fabricação, ele vai pesquisar quem são as pessoas, porque e como elas vão usar a cadeira, em qual contexto ela vai estar inserida para só aí pensar na solução, no desenho dessa cadeira e em como ela vai ser fabricada. Por isso o projetar no design vem com a carga de projetar centrado nas pessoas.


E é com base na visão de projetos centrados nas pessoas que o Design Thinking se desenvolveu como área do conhecimento expandindo sua aplicabilidade e, hoje, está bem estabelecido como excelente opção para resolver questões das mais diversas naturezas. Mas, afinal, o que ele significa? E como pode contribuir para melhorar resultados corporativos?

Trata-se de um modelo mental baseado em inovação que cria soluções para temas complexos a partir de uma abordagem criativa e centrada nas pessoas. As propostas não são elaboradas por dados e estatísticas, mas, sim, primeiramente, na busca pela real necessidade das pessoas. Antes de entender se a solução é tecnicamente possível e financeiramente viável, precisamos entender o que é desejável pelas pessoas. Por isso o Design Thinking traz um modelo mental pautado não apenas em resolver o problema, mas descobrir qual solução vale a pena ser resolvida. E isso é uma mudança significativa de modelo mental, sair da angústia de pensar sem propósito em soluções quando ainda não temos claro qual é o problema. Geralmente, no contexto do varejo, os grandes desafios enfrentados pelas empresas passam por: Como podemos aumentar a rentabilidade? Como podemos aumentar o ticket médio? Como podemos aumentar o market share? E todos esses problemas são das empresas e não das pessoas. E ao pensar nessa lógica de problema, as soluções vão ser sempre as mesmas: "Pra vender mais, faz uma promoção.Pra aumentar ticket médio, aumenta a comunicação"... e a grande pergunta que fica é, isso é relevante pras pessoas? Então, essa mudança de mindset que o design thinking propõe vai no sentido de buscar um futuro de maior relevância para o varejo como um todo.

É por isso que um dos três pilares fundamentais do Design Thinking, além da colaboração e da experimentação, é a empatia. Empatia é mais do se colocar no lugar de outra pessoa, é compreender o que move emocionalmente um outro indivíduo dentro de um contexto específico. A partir dessa compreensão, as empresas podem entregar produtos e serviços mais conectados com os anseios e as dores da sociedade e, consequentemente, se diferenciar e gerar resultados de vendas.

 
No varejo, o entendimento do público é essencial. Busca-se entender primeiro de tudo quais são os valores humanos que movem essa pessoa dentro do contexto dela para só depois entender o caminho que ele percorre dentro da loja, seu potencial de desembolso, seu perfil sócio-econômico. Mas além de todas essas camadas, existem anseios, projetos de vida e desejos desse consumidor que as pesquisas formais não conseguem mapear. É necessária uma experiência profunda de vivência na realidade deste público. Só o design thinking e suas ferramentas permitem esse entendimento com um fim prático, aplicável aos negócios.

Sem o Design Thinking, as empresas ficam restritas ao que é tecnicamente possível e financeiramente viável, um mindset obsoleto que, ao ignorar o que também é desejável, está na contramão da inovação. Elas precisam, portanto, ser "designers de coisas invisíveis", tendo as pessoas no centro das atenções de qualquer projeto. Isso significa que é somente em sintonia com os valores e as necessidades da sociedade moderna que uma marca pode prosperar.


Por Mario Rosa é sócio e responsável pela Echos Laboratório de Inovação no Brasil

Fonte: http://www.administradores.com.br/

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51% dos internautas fizeram compras por aplicativos no último ano, revela estudo da CNDL/SPC Brasil

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Notícias

Facilidade de acesso é principal vantagem das compras por aplicativos, mas tela pequena é entrave. WhatsApp já foi usado por ao menos 44% dos usuários para interagir com vendedores e já supera telefone como canal de contato favorito

Onipresentes no dia a dia de muitos brasileiros, os smartphones facilitam a vida de diversas maneiras, inclusive para fazer compras. Um estudo realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que nos últimos 12 meses, mais da metade (51%) dos internautas fizeram alguma compra por meio de aplicativos – o percentual é ainda maior entre a população mais jovem (60%).

Os tipos de produtos que os internautas mais compraram via aplicativos durante esse período foram os eletrônicos e itens de informática (44%), contratação de serviços de transporte particular (39%),vestuário (36%), ingressos para atividades de lazer (25%), comidas por delivery (24%) e produtos de beleza ou perfumes (23%).

Para esses entrevistados, a facilidade de acesso, uma vez que a compra pode ser realizada pelo próprio smartphone é o que mais leva as pessoas a comprarem via app (52%). Outras razões são a praticidade e rapidez (49%), disponibilidade de melhores ofertas (37%) e a facilidade de organização que os aplicativos oferecem (26%).

“Os dados da pesquisa não deixam dúvidas quanto ao futuro do e-commerce. Ele passará cada vez mais pelos aplicativos em dispositivos móveis, utilizados não apenas para comunicar-se durante o processo de compra, mas também para adquirir produtos e serviços, pesquisar e comparar preços”, analisa o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

Para 44% dos que compram por aplicativo, tela pequena é obstáculo; 67% também são adeptos de aplicativos financeiros

Mas na hora de comprar via app, nem tudo é visto de forma positiva. Indagados sobre os principais obstáculos para esse tipo de compra, 44% acham que a tela pequena acaba atrapalhando a experiência de consumo e 35% ainda não confiam na segurança oferecida pelos aplicativos. Há ainda 17% de entrevistados que consideram os aplicativos difíceis de serem usados e 16% que nem sempre estão conectados ao Wi-Fi ou possuem plano de dados.

“O mobile é uma tendência irreversível no mercado de consumo. Desta maneira, é preciso que os varejistas desenvolvam experiências que cativem os consumidores e facilitem o engajamento. Este é um momento de mudanças
intensas, em que os varejistas precisarão estar atentos para avaliar sua presença na internet, ampliando canais de relacionamento e facilitando o acesso dos clientes”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

A pesquisa descobriu que dentre os consumidores que usam aplicativos para compras, a maioria também é adepta de aplicativos para tarefas financeiras (67%), principalmente os de operações bancárias (47%), comparação de preços (25%) e organização das finanças pessoais (19%).

44% dos usuários de WhatsApp já usaram o aplicativo para se comunicar com lojas; 79% acham importante que loja ofereça recurso aos clientes

Concebido inicialmente para troca de mensagens pessoais, o WhatsApp vem se tornando também uma plataforma para negócios. De acordo com o levantamento, 44% dos entrevistados já utilizaram o WhatsApp para se comunicar com uma loja ou vendedor no processo de compras, sendo que na maioria das vezes (73%) sempre houve um retorno por parte do estabelecimento comercial. Os que nunca tiveram a experiência de utilizar o WhatsApp para interagir com lojistas somam 56% dos seus usuários.

As interações mais comuns entre consumidor e loja foram na consulta sobrepreços após recebimento de uma oferta (14%), concretizar uma compra por meio do aplicativo (12%), agendar um serviço (12%), consultar sobre um produto que ficou interessado (11%) ou realizar uma reclamação (10%).

Os tipos de produtos e serviços mais adquiridos via WhatsApp são manutenção e consertos de produtos diversos (31%), compra de roupas, calçados e acessórios (29%) e aquisição de remédios ou suplementos vitamínicos (26%).

Dentre os internautas que costumam fazer compras ou agendamento de serviços via WhatsApp, 42% consideram o processo fácil e rápido e 39% destacam a conveniência de poder comprar mesmo sem sair de casa. Há ainda 30% de entrevistados que veem vantagem em receber fotos e vídeos dos produtos que estão interessados. “As empresas já começam a perceber que não podem mais abrir mão de uma ferramenta de conexão instantânea entre a marca e o consumidor. A praticidade e o imediatismo proporcionados pelo aplicativo fazem com que os consumidores vejam com bons olhos a adoção da ferramenta como forma de relacionar-se com empresas. Isso significa que cada vez mais o consumidor será atraído pelas marcas que forem verdadeiramente responsivas no ambiente digital”, afirma Pellizzaro Junior.

Outra constatação do estudo é que o WhatsApp já é o canal favorito dos internautas para se comunicar com as lojas: 27% preferem esse tipo de contato. A opção aparece à frente do telefone, citado por 25% dos entrevistados. No geral, 79% dos entrevistados que já utilizaram o WhatsApp para se comunicar com vendedores consideram importante que os estabelecimentos comerciais ou prestadores de serviços ofereçam ao cliente essa opção. Apenas 7% são contrários a essa necessidade e 13% demonstram indiferença.

Metodologia

A pesquisa ouviu 815 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais, capitais e acima de 18 anos que fizeram alguma compra online nos últimos 12 meses. A margem de erro é de no máximo 3,43 pp a uma margem de confiança de 95%.

Por Vinícius Bruno, Andrea Giardino, Amanda Wall

Fonte: https://www.spcbrasil.org.br/

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Blockchain quântica: entenda como a Rússia vem se preparando para as transformações digitais do futuro

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Notícias

As tecnologias exponenciais e inteligências artificiais vêm avançando de forma cada vez mais ágil. Diante de tanta inovação e mudanças, todos precisamos aprender a lidar com essas transformações, além de entender como elas vão afetar nossa rotina, a sociedade e a economia no futuro.

O computador foi uma das invenções mais disruptivas da humanidade. Entretanto, mesmo com a tecnologia avançada, ele ainda tem muitas limitações, principalmente com relação a sua velocidade de processamento. Segundo a Lei de Moore, a velocidade de um computador é dobrada cada 18 meses, porém essa evolução tem um limite.

Essa barreira fez com que pesquisadores começassem a estudar a criação de uma máquina mais potente e veloz: os computadores quânticos. Ainda em desenvolvimento, eles têm o poder de resolver algoritmos muito difíceis e de forma incrivelmente rápida. Já existem quatro tipos de computador quântico sendo elaborados e estudados pelos cientistas, mas eles afirmam que essa nova tecnologia poderá mudar o rumo de muita coisa em menos de dez anos, inclusive tornar possível uma rede de internet ainda mais rápida do que a atual.

Graças a essa eficiência, a redução do tempo de resolução de problemas facilita a quebra de um dos sistemas mais seguros do mundo hoje em dia: a blockchain.

A tecnologia por trás das criptomoedas como o bitcoin pode estar ameaçada com a chegada do computador quântico, isso porque, devido ao algoritmo de Shor, ele poderia quebrar a criptografia RSA, ferramenta usada para proteger a transmissão de dados na internet.

Além disso, as assinaturas digitais usadas para garantir a segurança das criptomoedas também podem ser afetadas, facilitando a falsificação.

“Isso significaria que você poderia falsificar transações e roubar moedas”, explica Bernardo David, criptógrafo do Instituto de Tecnologia de Tóquio.

Para tranquilizar o ânimo de muitos criptógrafos que já estão preocupados com essa nova ameaça, o especialista em computação quântica do Google, John Martinis, afirmou em um evento de criptografia na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, que poderia levar uma década ou mais para construir um computador quântico.

Mesmo que pesquisadores já estejam trabalhando em alguns deles, ainda restam muitos anos para que isso se torne realidade. Até lá, há um tempo para promover melhorias nessas assinaturas e resolver esse problema.

No entanto, a Rússia parece não querer esperar tanto tempo assim para resolver um problema do futuro, e já saiu na frente. O banco russo Gazprombank diz ter implementado com sucesso uma plataforma com base na mecânica quântica, a “blockchain quântica”.

A ideia é que as assinaturas digitais que protegem os dados dentro do sistema blockchain sejam trocadas por chaves quânticas. Isso tornará praticamente impossível fraudá-las — sucesso garantido pela física.

Mesmo que todas essas tecnologias ainda estejam um pouco longe de entrar em vigor, a Rússia mostrou que é sempre bom se antecipar a mudanças que poderão ocorrer.

Por Redação

Fonte: https://www.hsm.com.br/

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Pensar Omni é para todos

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Notícias

Muitas empresas de varejo já perceberam que para se manter no radar de seus clientes, para oferecer uma experiência de compra memorável e para fortalecer os valores da sua marca, devem ter uma visão única sobre o cliente. Independente do canal ou ponto de contato, essa visão integrada é fundamental para mapear e entender toda jornada e processo de compra e relacionamento que o negócio tem, desde o momento da pesquisa até o pós venda.

Na urgência que esse momento trás para os negócios, muitos gestores desenvolvem iniciativas digitais ou de integração de canais, batizadas de Omnichannel. No entanto, queimam etapas, sem ter desenvolvido o primeiro passo:

Como eu devo pensar a estratégia para o meu negócio?

Quem aplica iniciativas omni sem um pensamento integrado por trás corre um sério risco de não atingir seus objetivos. Em diversas ocasiões, o desconhecido paralisa as iniciativas.

Quais experiências que devemos oferecer para nosso cliente?

Que iniciativas omnichannel são adequadas ao meu negócio?

Quais são as dores e atritos que meu cliente tem no relacionamento com minha marca?

Qual o nível de maturidade do meu negócio quando penso em integração de canais?

Esse negócio de Omnichannel é só uma palavra da moda!

Não importa se seu negócio seja uma startup, uma rede de pequeno ou médio porte, ou um grande varejista de atuação nacional.

Só existe uma alternativa: pensar seu negócio de maneira integrada, enxergar seu consumidor com uma visão única, realizar uma oferta adequada, no momento correto – independente do tamanho ou modelo de negócio.

Dentro da nossa realidade brasileira, existem bons exemplos de negócios de segmentos distintos, que mesmo enfrentando todas as dificuldades econômicas e operacionais, desafiam o status quo e desenvolvem um Pensamento Omni antes de implementar iniciativas desconexas.

A Zissou, startup brasileira, poderia ser mais uma empresa que vende colchões, mas tem como objetivo “redefinir a sua relação como sono”. A partir de um modelo de negócio que simplificou o processo de vendas entregando o produto diretamente ao cliente, sem intermediários, a Zissou consegue desenvolver um produto de altíssima qualidade com excelente custo benefício. A empresa é uma DNVB (digital native vertical brands), termo que caracteriza as empresas que já nascem digitais, que dialogam diretamente com seus clientes, tem presença física, mas não fazem distinção entre os canais. É um só negócio, é um só canal. Um canal vertical de contato direto da marca com seu consumidor, que se vale de todos os benefícios de inteligência de dados que esse modelo permite. No entanto, não são empresas de tecnologia, são varejistas. São vários os exemplos de DNVBs no mercado global: BONOBOS, recentemente comprada pelo WalMart, Warby Parker que revolucionou a forma de comprar óculos, Dollar Shave comprada pela Unilever por U$1 bilhão e a Casper que vende colchões e travesseiros e serviu de inspiração para o modelo da Zissou.

A Drogaria Onofre, que há poucos anos foi comprada pela gigante americana CVS, enfrenta hoje uma disputa gigantesca com concorrentes que tem milhares de farmácias. Como a Onofre, que tem hoje cerca de 40 lojas, pode se manter competitiva nesse mercado?  A rede desenvolveu um “pensamento omni” antes de colocar na rua iniciativas “digitais”. A integração entre as áreas da empresa foi um processo crítico de alinhamento dos objetivos, das ações e prioridades que seriam implementadas. Hoje, as vendas digitais da Onofre são representativas dentro do seu negócio e a experiência de compra em suas lojas está cada vez mais integrada com uma única visão do consumidor.

O último exemplo serve hoje de benchmark para todo o varejo brasileiro: o Magazine Luiza. A transformação recente do negócio da família Trajano desafiou muitos especialistas do mercado. Ele apostou na integração das operações digitais e físicas, suportada, entre outras iniciativas, pelo Luizalabs. A rede acabou de divulgar que “quase dobrou o lucro líquido do segundo trimestre de 2018 para 140,7 milhões de reais, após registrar a maior expansão trimestral de vendas em cinco anos”, segundo o site Money Report. As vendas “mesmas lojas físicas” cresceram 27% no segundo trimestre e a participação do e-commerce no total vendido passou para 33%.

O Luizalabs é um laboratório de tecnologia e inovação que desenvolve ”produtos e serviços com foco no varejo, oferecendo aos clientes mais benefícios e uma melhor experiência de compra.”

Isto é, o pensamento omni deve partir de dentro da empresa para fora. O sucesso desta iniciativa depende mais da sua ambição como negócio do que do tamanho da sua operação.

Por Redação

Fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/

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Qual a idade dos empresários bem-sucedidos no setor de tecnologia?

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Notícias

Os profissionais de tecnologia do Vale do Silício não medem esforços para parecer jovens—de cirurgias plásticas e transplantes de cabelo até passar de fininho nos estacionamentos das empresas de tecnologia da hora para ver como os profissionais jovens e promissores se vestem, de acordo com um artigo publicado há alguns anos pela New Republic.

Embora isso possa parecer extremo, há mesmo uma tendência entre muitas pessoas no setor de tecnologia que favorece os jovens. Basta ver a declaração de Mark Zuckerberg dizendo que “os jovens são mais inteligentes sim” ou as bolsas de estudo no valor de US$ 100.000 que o cofundador do PayPal, Peter Thiel, distribui todos os anos para empreendedores brilhantes, contanto que tenham menos de 23 anos de idade.

“Há essa ideia de que os jovens têm mais probabilidade de terem ideias mais valiosas”, diz Benjamin Jones, professor titular de estratégia da Kellogg School. 

Mas esta noção está correta? 

“Se analisarmos a idade e as grandes realizações nas ciências em geral, o auge não se enquadra na faixa dos vinte anos”, diz ele. “Está mais para a meia idade”. Mesmo os vencedores do Prêmio Nobel desenvolvem seus sucessos revolucionários com uma idade cada vez maior, descobriu Jones em pesquisas anteriores. Serão as startups do Vale do Silício a exceção? 

Em um novo estudo, Jones, juntamente com Javier Miranda, do U.S. Census Bureau, e Pierre Azoulay e J. Daniel Kim, do MIT, usam um conjunto de dados ampliado para tratar desse tema. Os pesquisadores acreditam que, ao contrário do pensamento popular, os melhores empreendedores tendem a ser os de meia idade. Entre as novas empresas de tecnologia de crescimento mais rápido, o fundador médio tinha 45 anos na época começou seu negócio. Além disso, um empreendedor de 50 anos de idade tem quase o dobro da probabilidade de ter um enorme sucesso do que um de 30 anos.

Essas descobertas têm sérias implicações, não apenas para aspirantes a empreendedores, que podem estar superestimando ou subestimando suas chances de sucesso com base na idade que têm, mas para a sociedade em geral. Afinal de contas, se os investidores de capital de risco relutam em apostar em empreendedores mais velhos, muitas startups de sucesso podem nunca sair do papel. 

“Se não alocarmos recursos para as pessoas certas no empreendedorismo, podemos estar perdendo em termos de avanços que impulsionam a prosperidade socioeconômica”, diz Jones. “É realmente uma questão de alto risco”. 

Empreendedores mais velhos em comparação com os mais jovens 
Em tese, diz Jones, há vários bons motivos para se pensar que os jovens são empreendedores melhores, especialmente em tecnologia. 

“Uma ideia é que os jovens são especialmente propensos a terem ideias transformadoras não atadas ao paradigma atual”, explica ele. “Quando pensamos em Mark Zuckerberg dizendo ‘se mexa rápido e desmonte tudo’, o mantra inicial do Facebook, há muito dessa ênfase na transformação e ruptura”. 

Como nativos digitais, os empreendedores mais jovens também podem ter melhor noção de como a tecnologia pode atender às demandas dos consumidores. Além disso, as pessoas na casa dos vinte anos têm menos probabilidade de ter dívidas ou famílias que as distraem de seus objetivos profissionais. 

“Elas podem se dedicar em tempo integral, por horas intermináveis, de uma forma que as pessoas mais velhas talvez tenham dificuldade, devido a outras responsabilidades”, diz Jones. 

Mas o contrário é tão convincente quanto a outra tese: As pessoas mais velhas tiveram décadas para construir o negócio, têm liderança e o traquejo para solução de problemas que ajudam uma startup a ter sucesso. E, embora possam estar menos acostumadas com determinadas tendências de consumo, especialmente sobre os hábitos dos jovens, podem saber um pouco mais sobre outras oportunidades de negócios. 

“A experiência pode acarretar uma grande visão sobre mercados e tecnologias específicas, além de habilidades para administrar tudo em uma empresa”, argumenta Jones. 

Assim, qual narrativa está correta? “Eu queria explorar essa questão há muito tempo, mas não tinha os dados”, diz Jones. 

Embora os pesquisadores pudessem medir o sucesso das novas empresas em larga escala, eles não conseguiam identificar seus fundadores. Isso mudou no ano passado, quando as informações sobre os proprietários de empresas foram disponibilizadas para os pesquisadores que trabalhavam em projetos internos do Census. 

Combinando dados de declaração de impostos, informações do Census dos EUA e outros conjuntos de dados do governo federal, os pesquisadores conseguiram compilar uma lista de 2,7 milhões de fundadores de empresas que entre 2007 e 2014 contrataram pelo menos um funcionário. 

Estudos anteriores de empreendedorismo tiveram que contar com amostras de fundadores relativamente pequenas. “Mas a beleza dos dados administrativos é que não são só uma amostra”, diz Jones. “É o universo real de dados”. 

“Quanto mais experiência tiver, melhores serão suas chances” 
Entre os 2,7 milhões de fundadores em seu conjunto de dados, a idade média do fundador de uma empresa na época da fundação era de 41,9 anos. 

No entanto, essa análise incluiu todos os tipos de empresas, desde empresas de tecnologia até salões de beleza e restaurantes. Os pesquisadores estavam interessados principalmente em novos empreendimentos de alto crescimento, do tipo que têm a capacidade de transformar a economia, e entender se a mitologia do Vale do Silício era verdadeira. Por isso, limitaram seu conjunto de dados em apenas empresas de tecnologia e restringiram ainda mais para os 0,1% de maior crescimento. Em outras palavras, uma em cada 1.000 empresas que presenciou maior crescimento em suas vendas ou número de funcionários nos primeiros cinco anos. 

Entre este subconjunto exclusivo, a idade média dos fundadores era de 45,0 anos. “Isso me surpreendeu”, diz Jones. “A idade é ainda maior do que eu pensava”. 

Como uma medida alternativa de sucesso, os pesquisadores também analisaram empresas que haviam “saído” do mercado com sucesso, tanto as adquiridas por outras empresas quanto as que abriram capital com ofertas públicas de ações. O fundador médio desse grupo era ainda mais velho, com 46,7 anos. 

Embora esses resultados indiquem claramente que os fundadores de meia idade dominam as empresas de maior crescimento, também é verdade que os indivíduos de quarenta e poucos anos têm muito mais probabilidade de tentar abrir uma nova empresa do que os de vinte e poucos anos. 

“As pessoas na faixa dos 40 anos são menos inibidas para tentar entrar no mercado”, diz Jones. 

Para testar ainda mais seus resultados, os pesquisadores fizeram outro cálculo olhando para a probabilidade de sucesso entre aqueles que fundaram empresas. Os estudiosos determinaram o que chamam de “médias de rebatidas”, ou a probabilidade de fundadores de diferentes idades figurarem no percentil superior de 0,1. 

Os dados revelaram que um fundador de 50 anos tem uma probabilidade 1,8 vez maior de abrir uma grande empresa do que um fundador de 30 anos, e que um fundador de 20 anos tem a pior das probabilidades. 

“Quanto mais experiência tiver, melhores serão suas probabilidade de ter êxito”, diz Jones. 

Por que os empreendedores melhoram com a idade? 
Os resultados sugerem outra grande questão: O que faz com que os fundadores de meia idade atinjam um índice maior de sucesso? Seriam suas habilidades mais fortes de liderança? Mais recursos financeiros? Uma rede mais robusta de clientes e fornecedores? Ou algo completamente diferente? 

Embora o artigo não tente identificar todos os mecanismos por trás do sucesso, oferece uma percepção esclarecedora: os fundadores com três ou mais anos de experiência no mesmo setor de suas startups têm duas vezes mais chances de ter uma empresa com o crescimento mais rápido entre 1.000 empresas. 

“Os fatos se opõem fortemente à ideia de que esta pessoa viria de outro setor”, diz Jones. 

Ele espera explorar essa questão com mais profundidade em pesquisas futuras. 

Jones também quer investigar um enigma que o artigo apresenta: apesar de as pessoas mais velhas construírem empresas mais fortes, os investidores de capital de risco investem desproporcionalmente em empresas com fundadores mais jovens. 

Talvez isso aconteça porque os jovens tendem a ter menos recursos financeiros, de modo que os investidores de capital de risco os direcionam intencionalmente, sabendo que provavelmente terão uma fatia maior na empresa. Ou pode ser uma prova de que os investidores de capital de risco acreditam na crença errônea de que os jovens são melhores empreendedores. 

“Pode ser algo racional para os investidores de capital de risco, ou pode ser que estejam tremendamente enganados”, diz Jones. 

Ele suspeita que o mito do “jovem fundador” levou os jovens a assumirem riscos imprudentes no passado e impediu que as pessoas mais velhas se agilizassem para implementar suas ideias. Espera que o estudo dê um passo no sentido de dissipar esse mito. 

“No nível individual, deve-se perguntar se deseja ser um fundador agora, neste momento da sua vida’”, diz ele sobre as pessoas decidirem se devem ou não escolher o caminho do empreendedorismo. “Acho que essa pode ser uma informação muito útil para as pessoas que ponderam essa decisão”.

Texto originalmente publicado no site da Kellogg School of Management.

Fonte: https://exame.abril.com.br/pme

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