CDL ACIBOM / Notícias / Inovação

Um modelo de excelência e inovação

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Inovação

Re­cen­te­men­te es­ti­ve em Is­ra­el, em mis­são pe­lo IEL e CNI, que con­tou com a pre­sen­ça de em­pre­sá­rios, ges­to­res, re­pre­sen­tan­tes de uni­ver­si­da­des e do go­ver­no fe­de­ral.

A Imer­são em Ecos­sis­te­mas de Ino­va­ção te­ve co­mo ob­je­ti­vo re­u­nir co­nhe­ci­men­to e ex­pe­ri­ên­cia em te­mas de­ter­mi­nan­tes pa­ra o fu­tu­ro da in­dús­tria.

Ti­ve­mos a opor­tu­ni­da­de de co­nhe­cer o que há de mais avan­ça­do em tec­no­lo­gia, in­fra­es­tru­tu­ra e mo­de­los de ne­gó­cio, em áre­as co­mo se­gu­ran­ça, mo­bi­li­da­de ur­ba­na, sa­ú­de, edu­ca­ção, co­mu­ni­ca­ção etc.

Es­tou ca­da vez mais con­ven­ci­do de que ino­va­ção é al­go im­pres­cin­dí­vel e es­tra­té­gi­co pa­ra as or­ga­ni­za­ções, se­jam elas pu­bli­cas ou pri­va­das.

Pre­ci­sa­mos de­sen­vol­ver a cul­tu­ra de ino­var e de per­ce­ber­mos opor­tu­ni­da­des pa­ra ofe­re­cer so­lu­ções. Paí­ses têm ob­ti­do re­le­van­tes re­sul­ta­dos de de­sen­vol­vi­men­to pe­la co­ra­gem e ou­sa­dia que ti­ve­ram em mu­dar e cri­ar um am­bi­en­te de es­tí­mu­lo à ino­va­ção, com in­ves­ti­men­tos em edu­ca­ção e pes­qui­sa.

A ges­tão pú­bli­ca pre­ci­sa des­per­tar pa­ra a ne­ces­si­da­de de mu­dan­ça, im­plan­tan­do ações que pro­por­ci­o­nem mais efi­ci­ên­cia e re­sul­ta­dos.

Em­pre­sas pre­ci­sam se adap­tar ao de­sa­fio da era di­gi­tal, com ações que pro­por­ci­o­nem mais pro­du­ti­vi­da­de, com­pe­ti­ti­vi­da­de e agre­ga­ção de va­lor aos seus pro­du­tos.

Is­ra­el é um gran­de exem­plo de na­ção que tem si­do re­fe­rên­cia co­mo cen­tro de tec­no­lo­gia. É um pa­ís pe­que­no, qua­se sem re­cur­sos na­tu­ra­is, cli­ma des­fa­vo­rá­vel, que con­vi­ve com con­fli­tos, mas que for­ne­ce co­nhe­ci­men­to e pes­qui­sa pa­ra em­pre­sas de to­das as par­tes e seg­men­tos do mun­do, co­mo de tec­no­lo­gia do Va­le do Si­lí­cio e das gran­des mon­ta­do­ras mun­di­ais.

Fez da cri­se uma opor­tu­ni­da­de de de­sen­vol­vi­men­to sus­ten­tá­vel e de cres­ci­men­to. Ou­tro di­fe­ren­ci­al é a for­te in­te­ra­ção en­tre go­ver­no, em­pre­sas e aca­de­mia, pois va­lo­ri­zam o pes­qui­sa­dor, que é im­bu­í­do no pro­pó­si­to de de­sen­vol­ver tes­es e so­lu­ções prá­ti­cas. Não bas­ta ape­nas cri­ar tes­es e en­ga­ve­ta-las. É pre­ci­so que ge­rem re­sul­ta­dos pa­ra a so­ci­e­da­de.

Cha­mou-me mui­to a aten­ção co­mo é im­por­tan­te um pa­ís ter al­vo, me­tas, pla­ne­ja­men­to, o que fi­ze­ram de Is­ra­el fi­gu­rar co­mo po­lo mun­di­al de par­ques tec­no­ló­gi­cos, in­cu­ba­do­ras de em­pre­sas, star­tups e fun­dos de ino­va­ção.

É o pa­ís que mais in­ves­te em pes­qui­sa e de­sen­vol­vi­men­to no mun­do, na or­dem de 4,3% do PIB. Há in­for­ma­ções de que ca­da dó­lar in­ves­ti­do ge­ra de cin­co a oi­to dó­la­res.

Nes­te ano o go­ver­no is­ra­e­len­se do­a­rá pra­ti­ca­men­te meio bi­lhão de dó­la­res pa­ra fi­nan­ciar pes­qui­sa, de­sen­vol­vi­men­to e ino­va­ção em em­pre­sas lo­ca­is, o que tem con­tri­bu­í­do pa­ra ob­ten­ção de cres­ci­men­to con­tí­nuo da eco­no­mia, sen­do 4% em 2016 e 3,3% em 2017.

O go­ver­no va­lo­ri­za o em­pre­en­de­do­ris­mo e fo­men­ta a ino­va­ção. Aci­ma de tu­do, edu­ca­ção, sa­ú­de e se­gu­ran­ça são itens de qua­li­da­de e ex­ce­lên­cia ofe­re­ci­dos à po­pu­la­ção.

Pre­ci­sa­mos apren­der mui­to com Is­ra­el, nos es­pe­lhar­mos co­mo um mo­de­lo de cul­tu­ra em­pre­en­de­do­ra e que va­le a pe­na in­ves­tir em pes­qui­sa, ci­ên­cia e tec­no­lo­gia.

 

Por Pau­lo Afon­so Fer­rei­ra Vi­ce-pre­si­den­te da Con­fe­de­ra­ção Na­ci­o­nal da In­dús­tria (CNI) e di­re­tor Ge­ral do Ins­ti­tu­to Eu­val­do Lo­di (IEL)

Fonte: https://www.dm.com.br/

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Sete estratégias para criar promoções fracassadas de marketing

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Inovação

Muitas empresas estão correndo para acompanhar o aumento de vendas que chega com o fim de ano. Indústrias e comércios já estão contratando, promoções estão sendo elaboradas e muitas estratégias já foram desenhadas. Porém, o que muitos não sabem é que algumas promoções já nascem fracassadas.

Isso acontece porque devidos cuidados não foram tomados com relação a empresa e a marca como um todo. Mesmo o que um dia deu certo, hoje pode ser uma promoção natimorta. Por isso, antes de dispender equipe, recursos, esforços e dinheiro em uma promoção ou campanha de fim de ano fadada ao fracasso, fique atento a alguns pontos chave de atenção.
 
Copie o ano passado: algumas grandes empresas possuem campanhas que se repetem anualmente. Marcas famosas costumam ter slogans, mascotes, entre outras coisas, ligadas ao natal, ano novo, etc. Entretanto, cada ano é diferente, e não é possível simplesmente copiar o que foi feito e esperar que dê certo como no ano anterior. Campanhas precisam carregar originalidade, mesmo que se conectem a um tema que se repete anualmente.

Ignore as mudanças do mercado: é preciso levar em conta que o mercado mudou de 2017 para 2018. A crise recuou, há novas tensões e alívios econômicos, novos players, novas tecnologias e novas formas de comprar. É preciso estar atento ao que mudou para que sua campanha não fale a um público que já não está mais prestando atenção àquela forma de comunicação. Quais as preocupações do seu consumidor atual? Quem está comprando de você é a mesma pessoa do ano anterior, ou seus valores mudaram? Ignorar isso é fracassar.

Desconheça o consumidor 4.0: a tecnologia mudou a forma como as pessoas consomem marcas, produtos e serviços. Uma empresa que pretende aproveitar o fim de ano para vender mais, precisa estar atenta a como as pessoas consomem hoje em dia. Interação em redes sociais, compras online, auto serviço, são só alguns tópicos a se analisar. O consumidor é estimulado em diversos canais e a venda ocorre de maneira muito diferente. É preciso trazer sua empresa para o diálogo com essa realidade. A interação com o cliente deve ser constante.

Não crie uma experiência de compra: o cross selling, posicionamento nas gôndolas, e todas as antigas maneiras de se fazer o cliente transitar pela loja e comprar mais, ainda são válidas em diversos aspectos. Conheça bem sua loja, mas saiba que não é só isso. Muito da venda ocorre antes mesmo da ida à loja, então é preciso estar apto a receber um cliente mais informado e que quer algo mais da experiência de compra. Por vezes, a loja tem papel apenas de entreter, de criar um sentimento agradável ao cliente, porque ele vai acabar comprando mesmo é na internet. A loja tem que proporcionar algo novo e interessante, uma experiência de relacionamento e interação.

 
Não personalize o atendimento: as pessoas mantêm relacionamentos com suas marcas preferidas. Não basta jogar um slogan espertinho, uma musiquinha chiclete e uma logo com cores bonitas. Os consumidores realmente dispendem tempo e energia amando e odiando marcas, dialogado com elas em redes sociais. É o que chamamos de ações omnichannel, que dialogam por todos os meios de comunicação ao mesmo tempo. É preciso um atendimento primoroso em todas essas frentes - não só através do vendedor - para que o cliente se sinta acolhido e veja que aquilo é para ele como indivíduo único.

Ignore o futuro: você já pensou que talvez seu produto não dialogue com os novos valores e mindsets atuais? Talvez o que você vende já não seja o que as pessoas procuram. É preciso reinventar e até voltar-se a produtos e segmentos totalmente novos. Por vezes, o fracasso não está na campanha em si, mas no mundo que mudou e que a empresa não acompanhou. É preciso mudar sua empresa para algo que o consumidor espere dela, e não se prender ao passado. O processo é gradual, mas vale a pena começar a se questionar, sempre.

Não tenha um propósito: as empresas, hoje, mantêm relacionamentos com seus consumidores, mas ele não dura se não houver sinergia entre o propósito de ambos. Por isso, é preciso que sua empresa tenha seu propósito bem definido, ideias claras e apoios a causas. O cliente deve saber que sua empresa defende os mesmos ideais que ele, e que vocês estão juntos naquela causa, seja ela algo grandioso ou apenas um gosto particular. Uma promoção ou campanha só terá sucesso se o público enxergar mais valor intangível do que simplesmente preços baixos. Vivemos a época de promoções com propósito, porque vivemos uma época de maior consciência do consumidor e do fornecedor.

Por André Romero — Diretor da Red Lemon Agency, agência especializada em comunicação, field marketing e ações promocionais.

Fonte:http://www.administradores.com.br/

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Sindicato Rural fará 48ª Expobom com foco na promoção do agronegócio e na atração de investimentos

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Inovação

Com apoio da Prefeitura, entre os dias 10 e 13 de outubro, o Sindicato Rural promoverá a 48ª Feira Agropecuária e Industrial de Bom Despacho (Expobom). Esta edição focará na mostra de novas tecnologias e no fomento do agronegócio.

“Será uma grande feira. Apresentaremos o que há de mais novo no setor. Trataremos de temas importantes e atuais. Também divulgaremos nossa produção e atrairemos mais investimentos”, destaca Dr. Bertolino da Costa Neto, Prefeito em Exercício e presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico.

Na Expobom também haverá espaço gourmet com deliciosas comidas típicas, área kids e muita música boa. A feira será aberta ao público e terá portaria liberada todos os dias.

Maior produtora de leite da região Centro-oeste – Bom Despacho produz 68 milhões de litros de leite por ano. Ocupa a 10ª posição na produção de ovos (6 milhões) e ainda está em 13º lugar de Minas em número de vacas ordenhadas (30 mil). Também colhe uma média alta de grãos. “Possuímos excelentes indicadores e concentramos a estrutura necessária para realizar uma grande feira de negócios”, completa Dr. Bertolino.

Por Redação

Redação: www.bomdespacho.mg.gov.br/

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Atletas representaram Bom Despacho na Itabirito Trail Run

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Inovação

No dia 16 de setembro, quatro atletas de Bom Despacho participaram do Itabirito Trail Run – 3ª Etapa, na Estância Real, em São Gonçalo do Monte. “Foi uma prova muito técnica e a chuva aumentou muito a dificuldade, deixando ainda mais desafiador. O objetivo era fazer um ‘treino de luxo’ para o X-Terra Estrada Real que disputaremos no dia 29 de setembro, na cidade de Tiradentes. Foi um excelente teste”, destaca Luís Nogueira.

Confira os atletas participantes e suas classificações – Luís Nogueira (5º lugar na categoria de 20 a 29 anos), José Lucas de Oliveira (10º lugar na categoria de 20 a 29 anos), Claudinei Silva (4º lugar na categoria de 40 a 49 anos) e Douglas Couto (11º lugar na categoria de 20 a 29 anos).

Por Redação

Fonte: http://www.bomdespacho.mg.gov.br/

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

"Inovação é o motor da vantagem competitiva"

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Inovação

Seguindo por essa linha, então, parece equivocada a busca desenfreada por regulação daquilo que a "startup do dia" propõe, antes mesmo que tais inovações tenham obtido sucesso de público, estejam pacificadas como aplicação ou que interfiram, em maior grandeza, na rotina e na vida comum dos indivíduos.

Em um País em que a desigualdade social atrapalha o desenvolvimento, limitar a liberdade de iniciativa é o mesmo que garantir a concentração de poder na mão dos poucos e mesmos de sempre; e quanto menos concorrência, teremos menos espaço para trabalho e menos ofertas diferenciadas para os consumidores. A regulação, por um lado, permite maior segurança nas relações entre os privados, mas protege aqueles que já alcançaram seu espaço.

Vejamos o que ocorre com os chamados criptoativos (como representantes do Banco Central do Brasil tem se referido publicamente) – entre os quais o Bitcoin é o mais notório – e com o blockchain, onde os prováveis impactados (bancos e outras infraestruturas do mercado financeiro) retardam o desenvolvimento do mercado relacionado a tais tecnologias.

Temos acompanhado o movimento dos maiores bancos brasileiros ao cancelar as contas bancárias de corretoras de criptoativos. Todos sabemos que os canais bancários são um meio para desenvolvimento de qualquer atividade comercial e que, portanto, essa decisão das grandes instituições financeiras criam uma barreira para o setor. Um processo que está em votação na Corte brasileira, questiona justamente o possível abuso de direito dos bancos nesse caso.

Esses mesmos bancos tentaram realizar semelhante bloqueio no Chile, mas foram impedidos pelas autoridades locais, que defenderam a liberdade de iniciativa. Tal qual ocorreu no mercado de transporte de passageiros ou de reserva de apartamentos, quando essas mudanças ameaçam o domínio de quem se vê estabelecido, o grito é de que a inovação é ilegal, irregular. Este é o remédio chamado às pressas para curar a dor de saber-se ineficiente, ultrapassado.

Em especial, sobre os criptoativos, embora nenhuma lei defina a sua natureza jurídica, normas gerais permitem acolher tais ativos. Inclusive, esse é o entendimento da Receita Federal do Brasil, ao tratá-las como bens comuns, sujeitos à tributação de ganho de capital como qualquer outro de sua categoria. Diversos bens são negociados em estruturas semelhantes às das corretoras de criptoativos, e nem por isso, os bancos lhes negam, de forma organizada, acesso ao sistema bancário.

Nesse sentido, uma corretora que permite acesso a bitcoins, ether, ripple e outros ativos digitais pode (e deve) seguir as normas que são, também, obedecidas por bolsas de mercadorias físicas, como a Bolsa Brasileira de Mercadorias. Podem (e devem), inclusive, saber quem são seus clientes, realizar monitoramento de operações suspeitas e comunicar ao COAF casos em que percebam indícios de lavagem de dinheiro ou financiamento ao terrorismo.

A pretensão de muitos advogados que militam no mercado financeiro e de capitais em vê-las tratadas como ativo financeiro ou valor mobiliário deve ser mantida em debates conjuntos com as discussões globais sobre o tema, mas não podem servir de armadilha para que as empresas estabelecidas impeçam a inovação com subterfúgios regulatórios.

Nos Estados Unidos, por exemplo, temos visto o movimento mais favorável ao mercado, ainda que não haja estabilização sobre o tratamento a ser dado pelos reguladores locais. Neste sentido, recentemente, a ICE (operadora de 23 principais bolsas globais, incluindo a Bolsa de Valores de Nova York - NYSE), que já era investidora da Coinbase (maior corretora americana), divulgou que irá montar uma plataforma para desenvolver instrumentos de investimento em criptoativos (Bakkt).

Como em todos os setores da economia, regulado estritamente ou não, a negociação de desses ativos digitais pode atrair pessoas que façam mau uso do negócio. E, como em todos os demais setores, quem opera regularmente irá colaborar para que aquelas pessoas sejam punidas e excluídas do mercado.

Essa tecnologia não pode ser punida no lugar dos infratores, assim como o dinheiro não foi condenado por aparecer em malas, nem se tem notícia de avestruz aprisionado por pirâmides construídas em seu nome.

Por Reinaldo Rabelo de Morais Filho

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Até uma padaria pode e deve inovar, diz especialista em inovação

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Inovação

“O que foi o iPhone? Uma nova combinação que Steve Jobs fez de recursos que já existiam”.

O exemplo é citado por André Cherubini Alves, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e diretor do Silicon Valley Institute for Business Innovation, para explicar o que é inovação. Mas não se trata, necessariamente, de inovação tecnológica.

A tecnologia é parte central na inovação, diz Alves, mas não da forma como costumamos imaginar. Toda empresa, seja a padaria da esquina ou a Apple, parte de algum conhecimento para resolver um problema do mercado. O conhecimento aplicado para esse fim, segundo o professor, é tecnologia.

“Relacionar inovação apenas a invenções, como a de um smartphone, faz o empreendedor achar que ela está muito distante. Na verdade, está na interface direta que ele tem com seu consumidor”, afirma. É possível inovar na comunicação com os clientes, por exemplo, usando o próprio smartphone inventado por Jobs. O importante é que, mais do que ser uma novidade, essa inovação gere resultado – seja como um produto, um serviço ou um processo.

Quem, quando e como
Mas, afinal, todos os negócios precisam inovar? Segundo o professor da Fundação Getulio Vargas, a tendência é que sim. “Ao mesmo tempo que as possibilidades trazidas pela tecnologia empoderam a pessoa que tem acesso a elas, elas também afetam setores, atividades e formas de trabalho”, afirma. A tendência é as empresas buscarem inovação quando as vendas param de crescer ou começam a cair. Mas muitas vezes já é tarde demais.

Antes de partir para a missão, porém, é necessário olhar para dentro. “As empresas do Brasil têm muitos problemas de organização e de eficiência em processos. Na medida em que você não tem eficiência na operação, não consegue nem focar na inovação ou no mercado. Sua tarefa no dia a dia é apagar incêndios”, diz Alves. Em um cenário como esse, a própria reorganização pode ser inovadora – diminuindo custos, promovendo eficiência e abrindo espaço para os projetos que garantirão longevidade ao negócio.

A burocracia no país é um entrave nessa área, mas não é o único. Segundo o professor, é preciso força de vontade para buscar capacitação e ferramentas que auxiliem nessa organização. Além de garantir um melhor desempenho localmente, ela também pode abrir espaço para maiores ambições. “Nos Estados Unidos, as empresas nascem pequenas, mas com pensamento global. Isso falta para nós, e tem uma razão: as dificuldades de resolver as coisas aqui as impedem de pensar para fora”, diz.

Erros, acertos e necessidades
No caso de muitas empresas, o problema não está na falta de inovação, mas no foco que se dá a ela. Em 2010, o professor da Fundação Getulio Vargas organizou um estudo que mapeou 1.500 empresas no Rio Grande do Sul. Elas foram analisadas a partir de quatro competências centrais: operacional, gerencial, comercial e capacidade de desenvolvimento.

Entre outras conclusões, a pesquisa constatou que gestão, comercial e desenvolvimento são as capacidades que mais influenciam no aumento do lucro da empresa, enquanto a operação foi considerada pouco significativa. Outro bloco buscou identificar onde as empresas mais investiram esforços em inovação. 80% delas responderam "operação".

“Isso mostra um certo grau de defasagem tecnológica de operação. Se você pergunta o que é inovação para elas, elas respondem que é a compra de equipamento e atualização do maquinário”, diz o professor. “Enquanto não nos atualizarmos com melhores práticas e tecnologias mais avançadas, não conseguiremos pensar em inovação.”

Por:  Redação

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Cadastre-se e descubra todas as vantagens de ser um dos nossos associados!

Nós também odiamos spam!