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Quais são as melhores condições de pagamento para seu cliente?

Por Gabriel Philipe Dia em Dicas

Porém, todo esse investimento pode ser perdido se as condições de pagamento forem inviáveis para o cliente.

No entanto, não basta facilitar o pagamento. Também é necessário buscar soluções que permitam reduzir a inadimplência. Trata-se de manter o equilíbrio entre dois aspectos essenciais: atratividade para o consumidor e segurança para o lojista.

Quer saber como fazer isso? Então, continue a leitura! Neste post, vamos falar sobre como sua loja pode oferecer as melhores condições de pagamento não só para os clientes, mas também para manter seu equilíbrio financeiro. Acompanhe!

Qual é a importância das condições de pagamento?

Em um passado recente, oferecer crédito era uma operação arriscada. Comerciantes que atuam há mais tempo no mercado se lembram de como “colecionavam” cheques devolvidos, que muitas vezes causavam prejuízos irrecuperáveis. Para estimular o consumo, muitos adotavam os carnês e, mais tarde, passaram a emitir boletos.

Embora essas alternativas de pagamento tenham evoluído ao longo do tempo, o fato é que nenhuma delas protege realmente o lojista da inadimplência. Mesmo que elas restrinjam o crédito do devedor, o fato é que não garantem o retorno do investimento e geram um custo considerável com ações de cobrança. Portanto, comprometem a saúde financeira do negócio.

Porém, muitos lojistas continuam a utilizá-las. Isso acontece porque variar as formas de pagamento é essencial para alavancar as vendas. Na maioria dos segmentos, são poucos os consumidores que conseguem adquirir bens e serviços pagando à vista e em dinheiro. O parcelamento ou, no mínimo, o adiamento são recursos para antecipar ou até mesmo viabilizar a decisão de compra.

Isso não significa que o lojista precisa se arriscar. Atualmente, o mercado já oferece alternativas mais seguras, mas que ainda convivem com esses antigos métodos de parcelamento ou crédito. Saiba quais são os principais.

Crediário

Algumas lojas oferecem crediário próprio, mas outras atuam como intermediárias para que o cliente obtenha crédito. Elas recorrem a bancos que realizam o financiamento, e a aprovação está sujeita a uma série de critérios estabelecidos pela instituição financeira. O consumidor recebe um carnê e precisa efetuar o pagamento a cada mês, no próprio estabelecimento, em bancos ou em outros locais autorizados.

Boletos

O boleto é uma alternativa barata para comerciantes e consumidores. Outra vantagem é o fato de que ele atende quase metade da população economicamente ativa que não tem uma conta bancária. O pagamento é feito em bancos, casas lotéricas ou nos Correios.

Cheque

Muitos estabelecimentos já não aceitam cheques. Para o comerciante, no passado, esse método de pagamento foi associado a altos níveis de inadimplência. Nos últimos 20 anos, com a popularização dos cartões, o uso desse método caiu 78%. É importante que sua aceitação seja respaldada por consulta a serviços de proteção ao crédito.

Cartão de débito

Com o cartão de débito, o consumidor efetua a compra à vista. Portanto, o dinheiro é imediatamente retirado de sua conta. Esse método é muito utilizado atualmente, pois atende as necessidades de quem evita andar com dinheiro pelas ruas por questão de segurança.

Cartão de crédito

No final de 2017, os cartões de crédito representavam pouco mais de 32% do consumo das famílias. Eles são uma opção cada vez mais usada pelos clientes, que contratam o financiamento dentro do limite estabelecido pela instituição bancária sem passar por um processo de análise a cada compra feita.

Para o lojista, essa também é uma opção vantajosa, especialmente devido à segurança. Ele recebe o valor da administradora do cartão, com o desconto de uma pequena taxa. A inadimplência, caso aconteça, se torna um problema da instituição financeira, que arca com o processo de cobrança.

Pagamento móvel

Estão surgindo algumas opções para pagamento por dispositivos móveis, como celulares e smartphones. Em alguns casos, é necessário acoplar um dispositivo ao equipamento, que se transforma imediatamente em uma espécie de máquina de cartão de crédito ou débito.

Também é importante ficar atento a outras opções que estão em fase de desenvolvimento ou lançamento, também utilizando esses aparelhos. A carteira digital Apple Pay está ativa no Brasil desde abril de 2018. A Samsung Pay disponibilizou um serviço concorrente.

Com essas opções, o lojista dispõe de um recurso seguro que precisa apenas de equipamentos utilizados pela maioria dos brasileiros. Portanto, vale a pena se informar sobre essa possibilidade.

Como escolher as melhores condições de pagamento?

Diante de tantas opções, o comerciante pode se perguntar: como escolher as melhores condições de pagamento para minha loja? Existem alguns critérios que podem ajudá-lo a tomar essa decisão. Falaremos dos principais a seguir!

Verifique as taxas cobradas pelas administradoras

Considere as taxas cobradas para a adoção de cada sistema de pagamento. No entanto, não limite sua análise a esses números. Faça um levantamento dos seus custos atuais com cobrança e das perdas que a inadimplência causou ao longo dos últimos anos.

Com esse cálculo, será possível avaliar se é realmente vantajoso adotar um determinado método de pagamento. Se você perceber que as taxas cobradas representam uma despesa menor que esses custos levantados, trata-se de uma boa opção.

Avalie as preferências do consumidor

É importante que os métodos escolhidos sejam também os mais usados pelo seu público-alvo. Especialmente se o grande volume de vendas acontece na sua loja física, observe que tipo de recurso as pessoas que frequentam o estabelecimento utilizam.

O cartão de crédito, por exemplo, é uma excelente alternativa. Porém, se o seu público não costuma ter conta em bancos ou não tem acesso a esse tipo de serviço, ele não atenderá um grupo grande de pessoas, prejudicando seu faturamento.

Atenda as necessidades de públicos diferentes

Existem públicos diferentes, como os que tem conta em banco e cartões de crédito e outros que não utilizam esses recursos. Certifique-se de que as opções que sua loja oferece atendem as necessidades de ambos.

Garanta sua segurança

Há opções mais ou menos seguras em cada modalidade. Utilize, na medida do possível, aquelas que oferecem um risco menor ao seu negócio, transferindo a responsabilidade da cobrança para as instituições financeiras.

Nos casos em que é necessário parcelar as compras em boletos ou cheques, por exemplo, faça a análise de crédito cuidadosamente. Recorra a instituições de proteção ao crédito, como o SPC, para avaliar os consumidores e minimizar seu risco de inadimplência.

Finalmente, estudar seu público-alvo é a melhor maneira de escolher as condições de pagamento mais adequadas. Isso vai ajudá-lo a identificar os métodos mais utilizados pelos seus clientes e selecionar, dentre eles, os que proporcionam maior segurança ao seu negócio.Os resultados são aumento nas vendas e satisfação dos consumidores.

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Fonte: Comércio em Ação

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Aumente o ticket médio das vendas na sua loja

Por Gabriel Philipe Dia em Dicas

Pensando em ajudá-lo, vamos demonstrar ao longo deste artigo como é importante ter um bom ticket médio. Afinal, trata-se de um indicador essencial para a análise da saúde financeira de um empreendimento.

Não traremos apenas dicas sobre o que é e qual a importância dessa métrica, mas também algumas estratégias para elevar o ticket médio. Quer descobrir tudo isso e muito mais? Então, confira o material que preparamos para ajudar você, empreendedor, a alcançar um novo patamar com sua empresa. Continue a leitura!

O que é o ticket médio?

Em primeiro lugar, é preciso compreender o que esse indicador representa. Após isso, fica muito mais prático implementar estratégias capazes de maximizá-lo.

Como o nome já indica, o ticket médio representa a média dos valores gastos por cada cliente nas compras. Vamos imaginar uma situação hipotética para facilitar o entendimento: uma loja de roupas vendeu R$ 25.000,00 em determinado mês. Além disso, houve 1.000 vendas realizadas no estabelecimento.

Então, fica fácil descobrir o ticket médio, bastando dividir a receita pela quantidade de pedidos. Ou seja: o resultado desse comércio foi de R$ 25,00 reais.

Agora você já sabe por que é necessário a um empresário saber qual é o ticket médio da sua loja, certo? Isso mesmo: conhecendo o valor gasto por seus clientes, estratégias e modificações podem ser adotadas para elevar o índice.

Como aumentar esse indicador?

Uma dúvida que pode surgir é quanto às formas de aumentar o ticket médio. Portanto, separamos algumas das principais estratégias utilizadas por diferentes empreendimentos.

Independentemente do ramo de atuação e do porte da empresa, é possível alcançar grandes resultados com a implementação dessas técnicas. Confira!

Estimule a compra de combos de produtos

Vender combos pode ser uma forma inteligente de aumentar o ticket médio. O passo fundamental para entender essa tática e persuadir seus clientes é a percepção do termo “desconto”. Você sabe do que se trata?

É preciso que seu comprador consiga enxergar a vantagem de levar mais de um produto. Para tanto, ele deve considerar que está fazendo um bom negócio e, por consequência, economizando em suas compras.

Para que o cliente perceba essa vantagem competitiva, capriche nos layouts das embalagens e nas campanhas de publicidade. Consequentemente, mais combos e produtos serão comercializados, o que contribuirá para o crescimento do ticket médio. Pense nisso!

Ofereça frete grátis a partir de uma quantidade de itens ou um valor específico

O frete grátis é um grande atrativo para quem está pensando em comprar algo. Afinal, existem muitos casos em que o valor da entrega é mais alto do que o da mercadoria. Pensando nisso, sua empresa pode adotar algumas práticas promocionais de frete gratuito de acordo com um número mínimo de pedidos.

Ou seja: apesar de oferecer esse benefício, o comércio não será prejudicado por subsidiar o frete. Isso ocorre pelo fato de que o volume maior de compras supera esse déficit. É fundamental lembrar também que tal tipo de estratégia promove um crescimento do ticket médio, pois proporciona vendas de preços maiores.

Faça a gestão de relacionamento com os clientes

Os clientes são peças fundamentais em qualquer tipo de negócio. Os serviços, as atividades e os produtos desenvolvidos por uma empresa devem estar centrados na oferta ao consumidor.

Então, o cuidado com o público proporciona o desenvolvimento de uma relação a longo prazo. Mais vendas podem ser realizadas para o mesmo cliente desde que haja uma boa gestão.

Muitos empreendimentos passaram a adotar ferramentas tecnológicas para automatizar essa tarefa e garantir o máximo de benefícios. O Customer Relationship Management (CRM), por exemplo, permite uma análise integral e contínua do seu banco de clientes. Dessa forma, fica mais fácil direcionar as campanhas a fim de estreitar a relação comprador-empresa.

Portanto, pesquise qual solução pode ser adaptada à sua loja para que a gestão de relacionamento com os clientes seja convertida em um ticket médio cada vez maior.

Indique produtos complementares

Imagine que, em uma loja especializada em veículos automotivos, sejam feitas muitas vendas de pneus, mas um baixo volume de acessórios é comercializado. Nesse caso, os vendedores podem mostrar as vantagens de adquirir produtos complementares e como o veículo do cliente será beneficiado. Indicar a venda de calotas para as rodas é uma opção, por exemplo.

Ficou fácil perceber como ofertar mercadorias complementares pode resultar em muitas vendas, não é mesmo? Portanto, confira com bastante atenção quais produtos são complementares no seu estoque e não deixe de oferecê-los aos clientes!

Promova descontos progressivos de acordo com o volume

Quem não gosta de descontos? Esse é um dos maiores atrativos na hora de fechar uma venda. Para que você consiga obter um bom ticket médio, é interessante adotar descontos progressivos por volume. Já viu aquelas vitrines em lojas de vestuário que oferecem reduções no valor do produto de acordo com a quantidade?

É exatamente esse tipo de estratégia que pode ser implementado na sua empresa. De acordo com um número mínimo de compras, descontos progressivos passam a ser ofertados. Como há um equilíbrio entre o desconto no preço e o maior volume de mercadorias por cliente, o ticket médio passa por um aumento considerável.

Isso faz com que a loja consiga um retorno bem interessante em suas campanhas de vendas. Por consequência, o fluxo de caixa se torna mais positivo, possibilitando investir recursos em pontos de melhoria da empresa.

É preciso reforçar a tese de que, quanto mais o negócio conhece seu cliente, mais chances existem de oferecer produtos e serviços de acordo com suas expectativas. Por isso, investir tempo e recursos nessa relação é uma prática que todo empresário deve adotar.

Nosso artigo reuniu algumas estratégias fundamentais para quem deseja aumentar o ticket médio no varejo. Clientes que adquirem itens com recorrência e fazem compras de valores mais elevados representam oportunidades interessantes de alavancar sua empresa.

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Fonte: Comércio am Ação

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6 tendências e previsões para o comércio em 2019

Por Gabriel Philipe Dia em Dicas

Isso porque a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismos (CNC) divulgou uma pesquisa prevendo aumento de 5,2 % nas vendas do varejo ampliado para este ano de 2019.

E não para por aí. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) monitorado mensalmente pelo FGV IBRE — Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas — começou o ano com ótimas notícias. Subiu 3,6 pontos, alcançando 96,6 pontos, tornando esse o maior nível desde 2014.

No entanto, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM), também monitorado mensalmente pelo FGV IBRE, iniciou o ano ainda tímido, recuando 0,2 pontos, em janeiro, para 103,8 pontos. Contudo, os comerciantes seguem confiantes nos números previstos para este ano.

Dessa forma, para acompanhar o crescimento do comércio, é importante que sua empresa esteja sempre buscando alternativas de inovação, tornando-se mais eficiente e garantindo o desenvolvimento do seu negócio em qualquer momento. Por isso, no artigo de hoje vamos falar sobre as principais tendências e previsões para o comércio este ano. Confira!

Tendências de consumo

É bastante perceptivo como a inclusão digital tem refletido nas escolhas pessoais dos  usuários das novas tecnologias. Sendo assim, os consumidores atuais têm ditado um novo padrão de consumo e isso reflete diretamente no comércio como um todo. Ou seja, hoje uma marca não vende apenas um produto. Ela vende uma história e, muitas vezes, uma causa.

Por esse motivo as tendências de consumo envolvem temas como:

Sustentabilidade

Devido aos grandes problemas ambientais que estamos presenciando, o cuidado com o meio ambiente se tornou uma pauta para todos. Empresas que se preocupam e demonstram engajamento pela causa tendem a atrair mais clientes para o seu negócio.

Minimalismo

Em busca da qualidade de vida, os consumidores estão abrindo mão do consumismo e priorizando um estilo de vida mais simples, optando por produtos que expressam essa nova filosofia de vida, que muitos classificam como minimalista.

Direitos dos animais

A preocupação com o bem-estar animal vem ganhando destaque nos últimos anos. Produtos veganos e cruelty free têm ganhado cada vez mais espaço no mercado.

Tendências para o comércio varejista

Mais agilidade na entrega e integração total do físico com o virtual são fortes tendências para este ano. Confira:

1. Prazos de entrega mais rápidas

Com prazos de entregas mais curtos, empresas têm adotado uma nova gestão de estoque. Estão descentralizando os Centros de Distribuição e passando a utilizar diversos estoques menores, com a finalidade de manter o produto mais próximo do cliente.

2. Transformação Digital

Com o crescimento acelerado do mercado e-commerce, o varejo percebe a necessidade de se adequar ao novo formato de venda.

Para manter o interesse dos consumidores, empresas têm buscado conhecer o seu cliente por meio dos canais digitais, estabelecendo, assim, um perfil para o seu público- alvo, visto que isso é essencial para aproximar a sua marca do consumidor.

3. Marketplace

Considerado vantajoso para o consumidor, o marketplace se trata de um shopping virtual que serve como vitrine para os seus produtos. As vantagens dessa ferramenta são:

  • maior visibilidade;
  • custos mais baixo e consequentemente uma margem de lucro maior;
  • aumento de venda;
  • contribuição para o crescimento do negócio.

4. Realidade aumentada

A realidade aumentada é uma tecnologia capaz de fundir o mundo virtual com o mundo físico.

Em razão disso, muitas lojas estão usando esse recurso para mostrar aos seus clientes como determinado produto poderá suprir suas necessidades. Isso significa que os consumidores terão a possibilidade de experimentar o que pretendem adquirir no varejo online.

5. Mídias sociais: um forte aliado

As redes sociais, como Instagram e Facebook, têm sido uma grande ferramenta de divulgação para pequenas empresas. Além de ser um recurso gratuito, as redes sociais servem como uma extensão da loja física.

6. Assistentes virtuais

O crescimento significativo dos chatbots é prova visível do avanço da inteligência artificial. Isso quer dizer que as lojas virtuais optam por colocar assistentes virtuais em suas plataformas. E a expectativa é que, até 2020, 85% das interações entre consumidores e marca serão por meio de mecanismos automáticos.

Sendo assim, agilidade, produtividade e redução de custos são motivos suficientes para você investir em processos automatizados com bots.

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Fonte: Comércio em Ação

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Número de inadimplentes que regularizaram dívidas cresce 11,5%, apontam CNDL/SPC Brasil

Por Gabriel Philipe Dia em Notícias

Com a retomada da economia a passos lentos, o cenário de recuperação de crédito entre os consumidores começa a dar sinais de melhora. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito ao Crédito (SPC Brasil) mostra que cresceu 11,5% o volume de brasileiros inadimplentes que regularizaram suas pendências e, que por isso, sairam do cadastro de devedores. Os dados do Indicador de Recuperação de Crédito são de janeiro de 2019 e dizem respeito ao acumulado em 12 meses. Em janeiro de 2018, houve uma queda de -0,7% na quantidade de consumidores que pagaram dívidas em atraso, resultado negativo que se repetiu em igual período de 2017 (- 2,2%) e de 2016 (-2,5%). A última vez que o dado ficou no azul foi em janeiro de 2015, cuja alta fora de 6,2%, também no acumulado em 12 meses.

Do total de devedores que recuperaram crédito no mês passado, 41% residem na região Sudeste e 31% moram no Nordeste. Em terceiro lugar aparece a região Sul (11%), seguida do Centro-oeste (8%) e Norte (6%). Já o número de dívidas que foram retiradas do cadastro de inadimplência mediante pagamento cresceu 9,6% no acumulado em 12 meses. Há um ano, esse dado representava uma queda de 5,1%.

O levantamento ainda mostra que entre os devedores que recuperaram crédito em janeiro, a maior parte (24%) tem entre 30 e 39 anos. Outros 22% estão na faixa de 50 a 64 anos e 13% possuem idade acima de 64 anos. O Indicador de Recuperação de Crédito aponta que não há diferença significativa entre os gêneros: 51% dos que pagaram as dívidas são mulheres, ao passo que 49% são homens.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o dado positivo observado neste início de ano acompanha a tendência de melhora gradual da economia, mas ainda é insuficiente para reverter o quadro geral de inadimplência elevada no país. “O número de inadimplentes que estão conseguindo honrar compromissos atrasados vem aumentando. Só que ao mesmo tempo, também cresce a quantidade de novos devedores. Isso faz com que a inadimplência continue elevada. Para os próximos meses, o movimento da inadimplência dependerá da evolução do crédito e de outras variáveis macroeconômicas como o desemprego e renda. A melhora desses dois últimos pontos poderá fazer a recuperação de crédito avançar mais do que o número de novos negativados, culminando na queda da inadimplência”, explica a economista.

79% dos que foram negativados em janeiro são reincidentes, sendo que 28% haviam regularizado uma dívida no último ano

O levantamento ainda mostra que, em muitos casos, a inadimplência não é um evento isolado. Do total de consumidores que foram negativados no último mês de janeiro, 79% são reincidentes, ou seja, já haviam aparecido no cadastro de devedores ao longo dos últimos 12 meses. Nesses casos, 28% haviam regularizado a dívida anterior, enquanto 51% ainda estavam com uma dívida pendente. Os 20% restantes de pessoas que se tornaram inadimplentes em janeiro não estiveram com restrições no CPF ao longo dos últimos 12 meses e, por isso, não são considerados reincidentes.

Outro dado observado é que, o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida para a outra é de 96 dias, em média. Isso significa que, depois de pouco mais de três meses após ficar inadimplentes, o consumidor volta a atrasar o pagamento de uma segunda conta.

A economista Marcela Kawauti chama a atenção para o cuidado que o consumidor deve tomar ao fechar um acordo com credores, a fim de evitar que haja novos atrasos. “Um dos principais erros cometidos em uma renegociação de dívida é aceitar os termos do acordo sem avaliar sua capacidade de pagamento. Se o consumidor atrasar as parcelas acordadas, nada impede dele ver seu nome voltar para a lista de inadimplentes. Então é preciso ter plena consciência de que o combinado será cumprido e não ter medo de fazer uma contraproposta dentro de suas condições”, alerta a economista.

Metodologia

O Indicador de Recuperação de Crédito mostra a evolução da quantidade de devedores que deixaram o cadastro de inadimplentes num dado mês por conta do pagamento das suas pendências em atraso, bem como a quantidade de dívidas. Já o Indicador de Reincidência mostra o volume de devedores que atrasaram mais de duas contas. Para isso, são usados os registros de saída de CPFs das bases a que o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) tem acesso. Os dados são de abrangência nacional. Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

Fonte: FCDL-MG

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