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Onde acontece a inovação no varejo

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Inovação

Por sua condição de mudar positivamente a realidade, a inovação, para todos os setores, se transformou em um dos elementos mais fundamentais do cenário global.

A visão mundial mais abrangente tende a associar inovação com o setor industrial, mas, no varejo, tem um papel fundamental, considerando as dimensões das transformações precipitadas pela era digital.

A medida da grau de inovação entre países é avaliada anualmente e, no último dia 10 de julho, foi divulgado o Global Innovation Index (GII) 2018, em sua 11a edição, que colocou o Brasil na posição 64 numa escala que abrange perto de 130 países. Em 2017 estava na posição 69.

O GII é apurado por diversas instituições e é resultado da colaboração entre a Universidade Cornell, a INSEAD e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). No Brasil conta com o apoio da CNI – Confederação Nacional da Indústria e do Sebrae.

Seu cálculo é baseado na ponderação de uma série de fatores e como resultado é definida a classificação de cada país no ranking global. Em 2018, os seis primeiros países foram Suiça, Holanda, Suécia, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos. Na América Latina, os três primeiros foram Chile, Costa Rica e México.

E a inovação no varejo, como acontece?

Se pudéssemos medir globalmente a inovação com origem no varejo, provavelmente nos decepcionaríamos pelo baixo investimento dedicado pelas maiores corporações do setor ao tema. São poucas corporações que têm uma estrutura dedicada de forma permanente ao assunto.

De forma geral, o varejo no mundo deixa a pesquisa e a inovação para seus fornedores e define depois o que irá incorporar em suas plataformas, de forma muita vezes reativa, integrando o que faz mais sentido de acordo com sua visão futura. E, muitas vezes, evitando ser precursor, e até preferindo ser seguidor, incorporando o que deu certo.

Não é nas visitas às lojas que se conhece a inovação do varejo.

Ela é apresentada muito antes nos eventos mais importantes do setor pelo mundo. É na NRF-Show em Nova York, anualmente em janeiro, ou na Euroshop, a cada três anos, em Dusseldorf, ou no Latam Retail Show, anualmente em agosto, em São Paulo, que pode ser visto o que estará nas lojas e todos os demais canais de distribuição posterioremente.

Não é exatamente nas organizações varejistas que começa a inovação.

Ela é antes pesquisada, desenvolvida, implantada e medida pelos fornecedores de produtos, instalações, tecnologia, sistemas, equipamentos e serviços para o setor. O varejo avalia o que é apresentado e proposto e decide implantar.

Talvez a maior exceção fique por conta do comércio eletronico, pois os chamados “pure players”, ou operadores que não tem histórico de atuação em outros canais de distribuição, inovam e lançam seus conceitos diretamente no mercado também apoiados pelas empresas de tecnologia e aplicações digitais que participam do desenvolvimento conjunto de novas soluções.

No Brasil, correndo algum risco de avaliacão, encontramos no varejo estruturas dedicadas à inovação no varejo em empresas como Magazine Luíza, Carrefour, Pão de Açúcar, Via Varejo, O Boticário, Natura. A lista definitiva não será muito maior do que esta, sem contar, evidentemente, com algumas outras corporações globais que importam a inovação desenvolvida fora do país.

Mas o varejo é provavelmente um dos setores mais demandantes de inovação por conta da crescente competitividade e por sua conexão direta com o Omniconsumidor, o segmento com maior poder transformador de hábitos, atitudes, comportamentos e demandas.

As organizações varejistas globais e nacionais que têm se destacado em desempenho são aquelas que têm estado mais sensíveis ao tema da inovação, com estruturas dedicadas para isso e trabalhando de forma integrada com seus mais diversos fornecedores.

Sempre buscando, em conjunto, acelerar o processo de pesquisa, desenvolvimento, implantação e monitoramento de desempenho e, ao mesmo tempo, conciliar o aumento de eficiência e resultados para a própria empresa com a melhora da experiência e da satisfação de seus consumidores.

Repensar estrategicamente o papel crítico da inovação no setor de varejo talvez seja hoje uma das mais importantes áreas de decisão na cúpula das empresas pelo que significa de construção do futuro.

Por Redação

Fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/

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UOL DIVEO e Microsoft lançam site para orientar varejistas na transformação digital

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Inovação

O UOL DIVEO, especializado em soluções voltadas à transformação digital de empresas,  está lançando, em parceria com a Microsoft, um microsite especializado em “smart business”, ou seja, no conjunto de técnicas, tendências e conceitos para tornar um “negócio inteligente”, proporcionando uma melhor experiência aos clientes, por meio da tecnologia. Esse microsite, especificamente, é focado em varejo.

A iniciativa é parte dos projetos da empresa na área do varejo inteligente, o que inclui a participação na próxima edição do LATAM Retail Show, o mais completo evento de varejo e consumo da América Latina, que será realizado nos próximos dias 28, 29 e 30 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. Guilherme Lopes, Gerente de Big Data & Analytics, será o representante da empresa no palco de um dos principais congressos sobre o setor no continente.

“A página é um serviço a varejistas e curiosos sobre tecnologia que pretendem compreender como é possível usufruir das ferramentas mais modernas da atualidade para transformar qualquer negócio em um varejo inteligente. De forma bem didática e ilustrada, o conteúdo demonstra como uma loja pode coletar dados sobre seus consumidores e, assim, promover atendimento personalizado e oferecer os melhores produtos”, explicou Cleyton Ferreira, CTO do UOL DIVEO.

Além do conteúdo sobre as soluções tecnológicas disponíveis, com dicas e guias passo-a-passo, o site oferece um teste que permite que o varejista compare seu negócio com as grandes redes mundiais (como Walmart e Amazon). O recurso permite saber quais ferramentas são utilizadas pelos players gigantes do mercado, considerando BI/ Analytics, Enterprise Resource Planning, Customer Relationship Management, Marketing Digital, Infrastructure/ Datacenter, Omnichannel, E-business/ E-commerce, Mobile Apps, Cloud Services e Artificial Intelligence.

A página também apresenta cases de varejo inteligente, detalhando como marcas famosas transformaram seus negócios por meio da tecnologia. Como complemento, o usuário pode ainda baixar um e-book desenvolvido pelo UOL DIVEO e a Microsoft sobre o tema. “Temos realizado webinários sobre smart business e sentido a grande demanda por informação a respeito das novas tecnologias. Soluções disruptivas como Internet of Things, Big Data, Automação, Analytics, Chatbots e muitas outras já são realidade, mas existe um receio ou muita dúvida de quem ainda não se inteirou com esse universo. A página foi desenvolvida para propagar esse conhecimento de forma simples e eficiente, encorajando os varejistas a modernizarem seus negócios”, finalizou Ferreira.

*Imagem reprodução

Por Redação

Fonte:https://www.mercadoeconsumo.com.br/

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Pensar Omni é para todos

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Inovação

Muitas empresas de varejo já perceberam que para se manter no radar de seus clientes, para oferecer uma experiência de compra memorável e para fortalecer os valores da sua marca, devem ter uma visão única sobre o cliente. Independente do canal ou ponto de contato, essa visão integrada é fundamental para mapear e entender toda jornada e processo de compra e relacionamento que o negócio tem, desde o momento da pesquisa até o pós venda.

Na urgência que esse momento trás para os negócios, muitos gestores desenvolvem iniciativas digitais ou de integração de canais, batizadas de Omnichannel. No entanto, queimam etapas, sem ter desenvolvido o primeiro passo:

Como eu devo pensar a estratégia para o meu negócio?

Quem aplica iniciativas omni sem um pensamento integrado por trás corre um sério risco de não atingir seus objetivos. Em diversas ocasiões, o desconhecido paralisa as iniciativas.

Quais experiências que devemos oferecer para nosso cliente?

Que iniciativas omnichannel são adequadas ao meu negócio?

Quais são as dores e atritos que meu cliente tem no relacionamento com minha marca?

Qual o nível de maturidade do meu negócio quando penso em integração de canais?

Esse negócio de Omnichannel é só uma palavra da moda!

Não importa se seu negócio seja uma startup, uma rede de pequeno ou médio porte, ou um grande varejista de atuação nacional.

Só existe uma alternativa: pensar seu negócio de maneira integrada, enxergar seu consumidor com uma visão única, realizar uma oferta adequada, no momento correto – independente do tamanho ou modelo de negócio.

Dentro da nossa realidade brasileira, existem bons exemplos de negócios de segmentos distintos, que mesmo enfrentando todas as dificuldades econômicas e operacionais, desafiam o status quo e desenvolvem um Pensamento Omni antes de implementar iniciativas desconexas.

A Zissou, startup brasileira, poderia ser mais uma empresa que vende colchões, mas tem como objetivo “redefinir a sua relação como sono”. A partir de um modelo de negócio que simplificou o processo de vendas entregando o produto diretamente ao cliente, sem intermediários, a Zissou consegue desenvolver um produto de altíssima qualidade com excelente custo benefício. A empresa é uma DNVB (digital native vertical brands), termo que caracteriza as empresas que já nascem digitais, que dialogam diretamente com seus clientes, tem presença física, mas não fazem distinção entre os canais. É um só negócio, é um só canal. Um canal vertical de contato direto da marca com seu consumidor, que se vale de todos os benefícios de inteligência de dados que esse modelo permite. No entanto, não são empresas de tecnologia, são varejistas. São vários os exemplos de DNVBs no mercado global: BONOBOS, recentemente comprada pelo WalMart, Warby Parker que revolucionou a forma de comprar óculos, Dollar Shave comprada pela Unilever por U$1 bilhão e a Casper que vende colchões e travesseiros e serviu de inspiração para o modelo da Zissou.

A Drogaria Onofre, que há poucos anos foi comprada pela gigante americana CVS, enfrenta hoje uma disputa gigantesca com concorrentes que tem milhares de farmácias. Como a Onofre, que tem hoje cerca de 40 lojas, pode se manter competitiva nesse mercado?  A rede desenvolveu um “pensamento omni” antes de colocar na rua iniciativas “digitais”. A integração entre as áreas da empresa foi um processo crítico de alinhamento dos objetivos, das ações e prioridades que seriam implementadas. Hoje, as vendas digitais da Onofre são representativas dentro do seu negócio e a experiência de compra em suas lojas está cada vez mais integrada com uma única visão do consumidor.

O último exemplo serve hoje de benchmark para todo o varejo brasileiro: o Magazine Luiza. A transformação recente do negócio da família Trajano desafiou muitos especialistas do mercado. Ele apostou na integração das operações digitais e físicas, suportada, entre outras iniciativas, pelo Luizalabs. A rede acabou de divulgar que “quase dobrou o lucro líquido do segundo trimestre de 2018 para 140,7 milhões de reais, após registrar a maior expansão trimestral de vendas em cinco anos”, segundo o site Money Report. As vendas “mesmas lojas físicas” cresceram 27% no segundo trimestre e a participação do e-commerce no total vendido passou para 33%.

O Luizalabs é um laboratório de tecnologia e inovação que desenvolve ”produtos e serviços com foco no varejo, oferecendo aos clientes mais benefícios e uma melhor experiência de compra.”

Isto é, o pensamento omni deve partir de dentro da empresa para fora. O sucesso desta iniciativa depende mais da sua ambição como negócio do que do tamanho da sua operação.

Por Redação

Fonte: https://www.mercadoeconsumo.com.br/

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Qual a idade dos empresários bem-sucedidos no setor de tecnologia?

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Inovação

Os profissionais de tecnologia do Vale do Silício não medem esforços para parecer jovens—de cirurgias plásticas e transplantes de cabelo até passar de fininho nos estacionamentos das empresas de tecnologia da hora para ver como os profissionais jovens e promissores se vestem, de acordo com um artigo publicado há alguns anos pela New Republic.

Embora isso possa parecer extremo, há mesmo uma tendência entre muitas pessoas no setor de tecnologia que favorece os jovens. Basta ver a declaração de Mark Zuckerberg dizendo que “os jovens são mais inteligentes sim” ou as bolsas de estudo no valor de US$ 100.000 que o cofundador do PayPal, Peter Thiel, distribui todos os anos para empreendedores brilhantes, contanto que tenham menos de 23 anos de idade.

“Há essa ideia de que os jovens têm mais probabilidade de terem ideias mais valiosas”, diz Benjamin Jones, professor titular de estratégia da Kellogg School. 

Mas esta noção está correta? 

“Se analisarmos a idade e as grandes realizações nas ciências em geral, o auge não se enquadra na faixa dos vinte anos”, diz ele. “Está mais para a meia idade”. Mesmo os vencedores do Prêmio Nobel desenvolvem seus sucessos revolucionários com uma idade cada vez maior, descobriu Jones em pesquisas anteriores. Serão as startups do Vale do Silício a exceção? 

Em um novo estudo, Jones, juntamente com Javier Miranda, do U.S. Census Bureau, e Pierre Azoulay e J. Daniel Kim, do MIT, usam um conjunto de dados ampliado para tratar desse tema. Os pesquisadores acreditam que, ao contrário do pensamento popular, os melhores empreendedores tendem a ser os de meia idade. Entre as novas empresas de tecnologia de crescimento mais rápido, o fundador médio tinha 45 anos na época começou seu negócio. Além disso, um empreendedor de 50 anos de idade tem quase o dobro da probabilidade de ter um enorme sucesso do que um de 30 anos.

Essas descobertas têm sérias implicações, não apenas para aspirantes a empreendedores, que podem estar superestimando ou subestimando suas chances de sucesso com base na idade que têm, mas para a sociedade em geral. Afinal de contas, se os investidores de capital de risco relutam em apostar em empreendedores mais velhos, muitas startups de sucesso podem nunca sair do papel. 

“Se não alocarmos recursos para as pessoas certas no empreendedorismo, podemos estar perdendo em termos de avanços que impulsionam a prosperidade socioeconômica”, diz Jones. “É realmente uma questão de alto risco”. 

Empreendedores mais velhos em comparação com os mais jovens 
Em tese, diz Jones, há vários bons motivos para se pensar que os jovens são empreendedores melhores, especialmente em tecnologia. 

“Uma ideia é que os jovens são especialmente propensos a terem ideias transformadoras não atadas ao paradigma atual”, explica ele. “Quando pensamos em Mark Zuckerberg dizendo ‘se mexa rápido e desmonte tudo’, o mantra inicial do Facebook, há muito dessa ênfase na transformação e ruptura”. 

Como nativos digitais, os empreendedores mais jovens também podem ter melhor noção de como a tecnologia pode atender às demandas dos consumidores. Além disso, as pessoas na casa dos vinte anos têm menos probabilidade de ter dívidas ou famílias que as distraem de seus objetivos profissionais. 

“Elas podem se dedicar em tempo integral, por horas intermináveis, de uma forma que as pessoas mais velhas talvez tenham dificuldade, devido a outras responsabilidades”, diz Jones. 

Mas o contrário é tão convincente quanto a outra tese: As pessoas mais velhas tiveram décadas para construir o negócio, têm liderança e o traquejo para solução de problemas que ajudam uma startup a ter sucesso. E, embora possam estar menos acostumadas com determinadas tendências de consumo, especialmente sobre os hábitos dos jovens, podem saber um pouco mais sobre outras oportunidades de negócios. 

“A experiência pode acarretar uma grande visão sobre mercados e tecnologias específicas, além de habilidades para administrar tudo em uma empresa”, argumenta Jones. 

Assim, qual narrativa está correta? “Eu queria explorar essa questão há muito tempo, mas não tinha os dados”, diz Jones. 

Embora os pesquisadores pudessem medir o sucesso das novas empresas em larga escala, eles não conseguiam identificar seus fundadores. Isso mudou no ano passado, quando as informações sobre os proprietários de empresas foram disponibilizadas para os pesquisadores que trabalhavam em projetos internos do Census. 

Combinando dados de declaração de impostos, informações do Census dos EUA e outros conjuntos de dados do governo federal, os pesquisadores conseguiram compilar uma lista de 2,7 milhões de fundadores de empresas que entre 2007 e 2014 contrataram pelo menos um funcionário. 

Estudos anteriores de empreendedorismo tiveram que contar com amostras de fundadores relativamente pequenas. “Mas a beleza dos dados administrativos é que não são só uma amostra”, diz Jones. “É o universo real de dados”. 

“Quanto mais experiência tiver, melhores serão suas chances” 
Entre os 2,7 milhões de fundadores em seu conjunto de dados, a idade média do fundador de uma empresa na época da fundação era de 41,9 anos. 

No entanto, essa análise incluiu todos os tipos de empresas, desde empresas de tecnologia até salões de beleza e restaurantes. Os pesquisadores estavam interessados principalmente em novos empreendimentos de alto crescimento, do tipo que têm a capacidade de transformar a economia, e entender se a mitologia do Vale do Silício era verdadeira. Por isso, limitaram seu conjunto de dados em apenas empresas de tecnologia e restringiram ainda mais para os 0,1% de maior crescimento. Em outras palavras, uma em cada 1.000 empresas que presenciou maior crescimento em suas vendas ou número de funcionários nos primeiros cinco anos. 

Entre este subconjunto exclusivo, a idade média dos fundadores era de 45,0 anos. “Isso me surpreendeu”, diz Jones. “A idade é ainda maior do que eu pensava”. 

Como uma medida alternativa de sucesso, os pesquisadores também analisaram empresas que haviam “saído” do mercado com sucesso, tanto as adquiridas por outras empresas quanto as que abriram capital com ofertas públicas de ações. O fundador médio desse grupo era ainda mais velho, com 46,7 anos. 

Embora esses resultados indiquem claramente que os fundadores de meia idade dominam as empresas de maior crescimento, também é verdade que os indivíduos de quarenta e poucos anos têm muito mais probabilidade de tentar abrir uma nova empresa do que os de vinte e poucos anos. 

“As pessoas na faixa dos 40 anos são menos inibidas para tentar entrar no mercado”, diz Jones. 

Para testar ainda mais seus resultados, os pesquisadores fizeram outro cálculo olhando para a probabilidade de sucesso entre aqueles que fundaram empresas. Os estudiosos determinaram o que chamam de “médias de rebatidas”, ou a probabilidade de fundadores de diferentes idades figurarem no percentil superior de 0,1. 

Os dados revelaram que um fundador de 50 anos tem uma probabilidade 1,8 vez maior de abrir uma grande empresa do que um fundador de 30 anos, e que um fundador de 20 anos tem a pior das probabilidades. 

“Quanto mais experiência tiver, melhores serão suas probabilidade de ter êxito”, diz Jones. 

Por que os empreendedores melhoram com a idade? 
Os resultados sugerem outra grande questão: O que faz com que os fundadores de meia idade atinjam um índice maior de sucesso? Seriam suas habilidades mais fortes de liderança? Mais recursos financeiros? Uma rede mais robusta de clientes e fornecedores? Ou algo completamente diferente? 

Embora o artigo não tente identificar todos os mecanismos por trás do sucesso, oferece uma percepção esclarecedora: os fundadores com três ou mais anos de experiência no mesmo setor de suas startups têm duas vezes mais chances de ter uma empresa com o crescimento mais rápido entre 1.000 empresas. 

“Os fatos se opõem fortemente à ideia de que esta pessoa viria de outro setor”, diz Jones. 

Ele espera explorar essa questão com mais profundidade em pesquisas futuras. 

Jones também quer investigar um enigma que o artigo apresenta: apesar de as pessoas mais velhas construírem empresas mais fortes, os investidores de capital de risco investem desproporcionalmente em empresas com fundadores mais jovens. 

Talvez isso aconteça porque os jovens tendem a ter menos recursos financeiros, de modo que os investidores de capital de risco os direcionam intencionalmente, sabendo que provavelmente terão uma fatia maior na empresa. Ou pode ser uma prova de que os investidores de capital de risco acreditam na crença errônea de que os jovens são melhores empreendedores. 

“Pode ser algo racional para os investidores de capital de risco, ou pode ser que estejam tremendamente enganados”, diz Jones. 

Ele suspeita que o mito do “jovem fundador” levou os jovens a assumirem riscos imprudentes no passado e impediu que as pessoas mais velhas se agilizassem para implementar suas ideias. Espera que o estudo dê um passo no sentido de dissipar esse mito. 

“No nível individual, deve-se perguntar se deseja ser um fundador agora, neste momento da sua vida’”, diz ele sobre as pessoas decidirem se devem ou não escolher o caminho do empreendedorismo. “Acho que essa pode ser uma informação muito útil para as pessoas que ponderam essa decisão”.

Texto originalmente publicado no site da Kellogg School of Management.

Fonte: https://exame.abril.com.br/pme

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Brasil desenvolve tecnologia para reciclar metais preciosos do lixo eletrônico

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Inovação

Pesquisadores do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, em Campinas (SP) criaram uma tecnologia que permite extrair metais preciosos do lixo eletrônico.

Por meio de processos mecânicos, de hidrometalurgia e biometalurgia, a técnica reaproveita materiais como ouro, prata, cobre e paládio, contidos em placas eletrônicas de computadores, celulares e tablets.

Outra vantagem é que a combinação desses processos permite separar e descartar os metais pesados desses componentes.

Fruto de um projeto iniciado em 2014, chamado Rematronic, o esforço contou com um investimento de R$ 8 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e tem participação de um parceiro da iniciativa privada, a Gestora de Resíduos Industrial (GRI), que vai deter parte da propriedade intelectual da tecnologia.

A equipe agora está projetando uma planta industrial piloto para sair da escala de laboratório e começar a traçar as diretrizes de escalonamento, dimensionamento de custos e cálculo da viabilidade do negócio.

Segundo Marcos Pimentel, um dos coordenadores do projeto, a tecnologia de reciclagem e reaproveitamento permitirá lidar com outros componentes da indústria eletroeletrônica, além das placas eletrônicas. "Com esse know-how, podemos dar uma solução para outros tipos de resíduos, como pilhas, baterias e outros resíduos eletrônicos," disse ele.

Ambientronic

O projeto de pesquisa faz parte do programa Ambientronic, criado pelo CTI Renato Archer em 2006. Desde então, a unidade de pesquisa tem firmado acordo com as principais entidades da indústria eletrônica, a fim de capacitar recursos humanos e criar normas e soluções de produção, descarte e reciclagem de equipamentos eletrônicos.

"O descarte do resíduo sólido na natureza é um problema para o meio ambiente e de saúde pública, em que a solução vem pelo investimento em tecnologia. Quanto mais tecnologia você usa, mais retorno econômico a reciclagem dos resíduos gera," ressaltou Marcos.

Por Redação

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/

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Conheça os 9 tipos de empreendedores mais comuns no Brasil e veja qual é o seu

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Inovação

Engana-se quem ainda pensa que o traço do empreendedorismo restringe-se a somente um perfil específico de personalidade e postura profissional. Com tantas possibilidades no mercado, foi-se o tempo em que a figura do empresário representava o clássico homem de negócios a frente de uma companhia multinacional.

Hoje em dia, com a crescente demanda por inovações, encontramos espaço para que os mais diversos alinhamentos de caráter possam encontrar o seu nicho e sua forma de trabalho mais adequada, garantindo assim a possibilidade de sucesso para todos que queiram se aventurar em novos territórios. Vamos então conhecer alguns dos perfis mais frequentes no cenário empresarial brasileiro e seus respectivos potenciais em suas áreas de atuação. 

 
Franqueado e franqueador

Embora nem sempre considerado um empreendedor propriamente dito, a iniciativa de comandar o próprio negócio exige um espírito de liderança e inovação nato. Normalmente, o franqueado busca uma renda mensal média e de retorno consideravelmente rápido em seu investimento, sem ampliar demasiadamente a visão do negócio a longo prazo. Mas, de qualquer forma, o franqueado é um dos tipos mais presentes no mercado e, por conta disso, parte fundamental do fluxo da economia. Enquanto isso, o franqueador é o outro lado da moeda: ao construir uma rede, espera-se um retorno mais demorado porém duradouro, com aspirações de expansão do negócio e, naturalmente, de seu público-alvo.

Um bom exemplo são os gerentes de unidades de grandes franquias comerciais; eles não detém a propriedade do negócio, porém são os responsáveis por toda a sua gestão e atividade econômica. 

Cooperado

O empreendedor cooperado pode ser definido como aquele indivíduo que cuja produção é autônoma, porém, trabalha em conjunto com alguma comunidade ou companhia, atrelando assim seu trabalho e seus resultados aos de toda a empresa. Sem buscar um crescimento diretamente ligado ao do negócio ao que está ligado, o empreendedor cooperado geralmente dispõe de poucos recursos e não toma grandes riscos no mercado. Mas ainda assim, seu traço mais forte é sempre o de trabalho em equipe, afinal, tanto seu nome quanto seu trabalho estão vinculados e respondem a uma instituição.

Neste caso, podemos ressaltar artesãos, costureiros, ilustradores, redatores, dentre muitas outras modalidades freelancers de trabalho – autônomas, porém regidas por um contrato que as conecta a entidades externas. 

Informal

Sendo um perfil que mais surge da necessidade do que do sonho pelo próprio negócio, o empreendedor informal é um dos mais comuns no país exatamente pela busca de um retorno rápido e sem grandes perspectivas para o futuro do negócio. Por não buscarem grandes resultados, raramente se colocam em grandes riscos, porém, dependendo do potencial do serviço prestado por este indivíduo, não raramente um empreendedor informal se encontra em expansão e diante de uma demanda maior do seu trabalho, o que pode transformar sua iniciativa em um grande empreendimento, ainda que “por acidente”.

Muitas vezes o empreendedor informal é aquela pessoa que abre uma loja na própria casa, uma oficina na garagem, que aceita encomendas para fora e produz tudo internamente. Sem uma regulação própria, mas de todo modo, prestando um serviço e se mantendo financeiramente com os seus frutos. 

Social

Um tipo de empreendedorismo que tem crescido muito atualmente por conta da geração de jovens cada vez mais engajados com causas sociais e comunitárias, o empreendedor social, assim como qualquer outro, irá buscar o lucro, o crescimento profissional – porém, este objetivo está intimamente ligado ao desejo de realizar um trabalho que beneficie um determinado grupo de pessoas em situação de carência ou necessidade.

Trabalham muito bem em equipe, são naturalmente visionários e possuem um viés de sustentabilidade que sempre permeia suas ações. Dentre seus exemplos, podemos citar empresas cujo público-alvo são pessoas portadoras de deficiências, moradores de regiões em situação de risco e organizações que visam a aplicação de políticas públicas em prol do bem estar geral da sociedade.

Individual

O individual se assemelha muito ao informal devido ao fato de ambos possuírem a necessidade de empreender para sobreviver. Porém, o ponto que os diferencia é a regularização de seu trabalho, uma vez que um empreendedor individual se categoriza como um MEI, um microempreendedor individual. Trabalha de forma independente, visa um crescimento rápido e particular e geralmente enxerga oportunidades em campos até então pouco explorados. Normalmente é de natureza flexível às demandas do mercado e procura sempre se manter em evolução perante ao que lhe é exigido para garantir seu público e seu espaço em determinado segmento. Contadores, consultores e advogados, por exemplo, fazem parte deste parcela de empreendedores. 

Público

Similar ao cooperativo e ao social, o empreendedor público traz as características mais marcantes de cada um destes tipos, o trabalho em equipe e a valorização do trabalho em prol da comunidade, porém ele aplica estas qualidades na esfera governamental.

Geralmente são funcionários do setor público que, ao enxergar a oportunidade de otimizar serviços básicos e essenciais, tomam a iniciativa para fazê-lo e utiliza dos recursos que tem em mãos para fazer melhorias dentro de sua realidade. 

Conhecimento


 
O empreendedor focado no conhecimento é aquele que sempre buscará a especialização em determinada área antes de tudo. Ele quer se tornar uma referência em seu mercado, garantindo assim um público fiel que o procure não necessariamente por uma oferta de preço atrativa, por exemplo, mas sim, pela qualidade exímia de seus serviços prestados. Este empreendedor atrela de maneira muito forte seus ganhos profissionais às suas realizações pessoais e busca sempre ser reconhecido pelos seus feitos em seu campo de especialização.

Corporativo

Este perfil é extremamente valorizado e procurado pelas empresas em geral por ser aquele indivíduo que, como colaborador de uma companhia, busca sempre desenvolver novas ideias e iniciativas dentro dela, agregando assim, muito valor à instituição que trabalha.

É uma pessoa que aspira ascender na carreira de forma contínua e valoriza o trabalho que exerce na corporação, entendendo que como uma célula de seu todo, ele é fundamental para seu pleno e bem sucedido funcionamento. 

Do próprio negócio

Este perfil de empreendedor geralmente é aquele visto como genial, como visionário em dado segmento pela sua capacidade de enxergar oportunidades até então despercebidas. Ele vai além da visão do empreendedor informal ou do individual, por exemplo, que tomam a iniciativa pela própria necessidade e geralmente não buscam traçar uma trajetória de mercado; o empreendedor do próprio negócio planeja a longo prazo, visando sempre a expansão de mercado e de público-alvo.

Um mundo a ser explorado 

Felizmente, o mundo dos negócios não se limita a um recorte de personalidade – ao menos, não mais. Pessoas de todas as bagagens culturais e cenários socioeconômicos podem procurar inovar ao fazer aquela simples pergunta: o que está faltando ao meu redor hoje? Como posso, com as habilidades e recursos que possuo hoje, oferecer algo novo?

Precisamos nos desligar da ideia de que somente grandes negócios têm lugar no mercado. Um empreendimento de bairro, uma iniciativa que seja na própria casa: se existe um público, existe uma demanda. E quando conseguimos enxergá-la, temos a oportunidade de expandir nosso alcance, perspectiva e principalmente, de crescer tanto profissional quanto pessoalmente. 

Por Davi Marim  é administrador de finanças, sócio e diretor executivo da ITO1.

Fonte: http://www.administradores.com.br/

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