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Resolução nº 4/2.020, do Comitê Municipal de Enfrentamento e Monitoramento ao COVID-19

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Finanças

O Comitê Municipal de Enfrentamento e Monitoramento ao COVID-19, em reunião realizada no dia 20 de março de 2.020, no uso de suas atribuições legais, que lhes confere o Decreto Municipal 8.504 de 16 de março de 2.020 e a Portaria 26/2020/SEMUSA de 17 de março de 2.020, deliberou, a seguinte matéria:

 

Art. 1º Ficam determinadas as seguintes medidas de enfrentamento ao novo coronavírus COVID-19, a partir de 20 de março de 2.020:

I  – suspensão de velórios, por tempo indeterminado;

II  – suspensão de consultas médicas eletivas na rede pública, por tempo indeterminado, com exceção de Cardiologia, Obstetrícia e Ginecologia para pacientes de alto risco;

III   – suspensão de consultas eletivas dos serviços públicos e privados de fisioterapia, psicologia, nutrição, terapia ocupacional, fonoaudiologia e outros, por tempo indeterminado;

IV  – suspensão das atividades odontológicas eletivas na rede pública e privada, por tempo indeterminado;

V   – suspensão de estabelecimentos comerciais não essenciais, tais como lojas, galerias, casas de jogos (lan house, fliperama e outros), motéis, boates, casas de massagens, casas de shows, ambulantes, banca de jornais e outros, por tempo indeterminado;

VI  – suspensão de qualquer tipo de instituição ou empreendimento de ensino (autoescola, escola de línguas e outros), por tempo indeterminado.

VII   – suspensão do atendimento ao público das Clínicas Veterinárias e Pet’s Shop’s, ressalvadas as entregas em domicílio e as urgências e emergências, que poderão ser atendidas internamente;

VIII – limitação do atendimento do Sistema Nacional de Emprego – SINE para entrada do benefício de Seguro-Desemprego, ressalvados os demais serviços ofertados, que poderão ser realizados no site www.trabalhabrasil.com.br.

Art. 2o Fica autorizado o funcionamento das atividades consideradas essenciais, tais como estabelecimentos de gêneros alimentícios, serviços de saúde, laboratórios, farmácias, serviço de funeral, tratamento e abastecimento de água, produção e distribuição de energia elétrica, postos de gasolina, entrega de gás, instituições bancárias e transporte coletivo.

§ 1º O funcionamento das atividades ficam condicionadas à adoção das medidas estabelecidas pelas autoridades de saúde de prevenção do contágio e contenção da propagação do COVID-19.

§ 2º O transporte coletivo funcionará em escala de domingo, por tempo indeterminado.

Art. 3º Os supermercados, mercearias, farmácias e demais estabelecimentos autorizados poderão vender somente os produtos essenciais, bem como produtos de higiene pessoal, limpeza e gêneros alimentícios, inclusive PET, devendo recolher ou restringir o acesso aos produtos que não são considerados essenciais.

Art. 4º Os comércios de gêneros alimentícios, tais como bares, restaurantes, lanchonetes, padarias, sorveterias, supermercados, mercearias e outros, deverão permanecer abertos apenas para dispensação dos produtos.

Parágrafo único. Fica proibido qualquer consumo no local.

Art. 5o Fica autorizado o comércio a distância, via telefone e aplicativos de smartphone, com entrega em domicílio, respeitando-se todas as normas de segurança para prevenção do contágio e contenção da propagação do novo coronavírus – COVID-19.

Art. 6o Fica recomendado que os consultórios médicos particulares mantenham-se abertos, com medidas de segurança de proteção, tais como:

I  – espaçar os horários de agendamento;

II – paciente levar apenas 1 (um) acompanhante, somente se necessário;

III – garantir a distância mínima de 1 (um) metro entre um paciente e outro na recepção; IV – manter o local arejado, sem uso de ar-condicionado.

Art. 7º As medidas deliberadas nesta resolução poderão ser modificadas a qualquer tempo, conforme avaliação do perfil epidemiológico e novas regulamentações oficiais do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde.

Art. 8o Os estabelecimentos que descumprirem as deliberações expressas no Decreto Municipal 8.504 e nas Resoluções do Comitê Municipal de Enfrentamento e Monitoramento do COVID-19, além das medidas expressas no Decreto 8.504 de 16 de março de 2.020, poderão ter os alvarás de funcionamento cassados, dentre outras penalidades.

Art. 9º As medidas de enfrentamento ao novo coronavírus COVID-19, determinadas nesta Resolução, ficam acrescidas àquelas constantes nas Resoluções nº 2/2.020 e no 3/2.020, do Comitê Municipal de Enfrentamento e Monitoramento ao COVID-19.

Art. 10 Esta resolução entra em vigor a partir da sua publicação.

 

Bom Despacho, 20 de março de 2.020, 108º ano de emancipação do Município.

 

 

 

Neide Aparecida Braga Lopes

Secretária Municipal de Saúde
 

 

Humberto Pinto de Paula e Silva

Presidente do Comitê Municipal de Enfrentamento e Monitoramento do COVID-19

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Aprovada prorrogação do prazo de pagamento dos tributos federais para empresas enquadradas no Simples Nacional

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Finanças

O Comitê Gestor do Simples Nacional publicou, nesta noite, a Resolução 152 de 18 de Março com a prorrogação do pagamento do recolhimento de impostos de empresas enquadradas neste regime tributário. A medida foi justificada pelo impacto causado pela pandemia do Coronavírus que tem provocado uma severa penalização às microempresas por causa da redução do faturamento.

 
Confira alguns destaques:
I – o Período de Apuração Março de 2020, com vencimento original em 20 de abril de 2020, fica com vencimento para 20 de outubro de 2020;

II – o Período de Apuração Abril de 2020, com vencimento original em 20 de maio de 2020, fica com vencimento para 20 de novembro de 2020;

III- o Período de Apuração Maio de 2020, com vencimento original em 22 de junho de 2020, fica com vencimento para 21 de dezembro de 2020. Parágrafo único. A prorrogação do prazo a que se refere o caput não implica direito à restituição de quantias eventualmente já recolhidas.

Parágrafo único. A prorrogação do prazo a que se refere o caput não implica direito à restituição de quantias eventualmente já recolhidas.

 

Acesse a resolução na íntegra

 

Fonte: https://bit.ly/3a2FKXf

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Inadimplência das empresas cresce 9% em agosto, aponta indicador da CNDL/SPC Brasil

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Finanças

O volume de empresas com contas em atraso e incluídas nos cadastros de inadimplentes continua crescendo a taxas elevadas. Em agosto de 2018 foi registrado um aumento de 9%, ante o mesmo período do ano passado. A alta foi puxada mais uma vez pela região Sudeste, que subiu 16,31% no número de empresas devedoras. Com exceção da região Norte, que teve um avanço na quantidade de devedores (1,9%), as demais também apresentaram aceleração: 4,4% no Sul, 3,2% no Centro-Oeste e 3,1% no Nordeste. Os dados são do Indicador de Inadimplência da Pessoa Jurídica apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Com relação ao número de pendências devidas pelas empresas, o crescimento foi de 7,4%. Ao avaliar as dívidas por setor credor, serviços apresentou maior alta: um crescimento de 9,7% na comparação com o ano passado. Em seguida aparece a indústrias (5,8%) e o comércio (1,8%). Já o ramo da agricultura foi o único a ter queda na inadimplência (-1,7%).

Inadimplência das empresas cresce 9% em agosto, aponta indicador da CNDL/SPC Brasil

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, os dados ainda são reflexo das dificuldades econômicas presentes no cenário brasileiro. “Apesar da economia dar sinais de recuperação e a inflação ter recuado, há uma considerável distância entre os níveis atuais de atividade e os que antecedem a crise”, analisa.

Recuperação de Crédito sobe 2,6% em 12 meses e registra maior alta desde dezembro de 2015

Outro indicador mensurado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o de Recuperação de Crédito, que avalia o processo de quitação das dívidas em atraso. O índice vem acelerando desde junho, e em agosto, a variação acumulada dos 12 meses foi de 2,6% — maior alta desde dezembro de 2015.

A análise da recuperação de crédito por setor devedor revela que, do total de empresas que saíram do cadastro de devedores mediante pagamento, a maior parte (45%) atua no setor de comércio. Além dessas empresas, 41% atuam no setor de serviços e 9% na indústria.

Metodologia

O Indicador de Inadimplência das Empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

Por Redação

Fonte: https://www.spcbrasil.org.br/

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12 livros sobre finanças que você precisa ler para fazer coaching financeiro

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Finanças

Se você quer estudar mais sobre coaching financeiro e ficar craque em finanças comportamentais para ajudar o seu coachee a destravar quando ele acha que o problema que ele tem de não alcançar seus objetivos é o dinheiro, eu preparei uma lista de livros para te ajudar!

Hoje te apresentarei os 12 livros sobre finanças que li e recomendo para quem deseja fazer coaching financeiro. Confira:

 
Dinheiro é Emocional – Tiago Brunet

Neste livro sobre finanças, Brunet apresenta a estreita relação que o dinheiro possui com a emoção humana. Com ele, você aprenderá qual é o verdadeiro sentido da palavra prosperidade e como aplicá-la em sua vida.

Fator de enriquecimento – Paulo Vieira

Qual é a verdadeira riqueza? Paulo Vieira aborda a questão de acordo com as três dimensões humanas: ser, fazer e ter. É uma excelente oportunidade para aprender as condutas da riqueza e ser rico de verdade e aplicar nos seus processos de coaching financeiro.

Bolsa blindada – Patrícia Lages

Você sabe o que define a estabilidade financeira? Nesta obra, a autora te apresenta, por meio de dicas simples e práticas, como você pode alcançar a eficiência e organização financeira tão sonhada.

Conexão com a prosperidade – Bruno J. Gimenes e Patrícia Candido

Todos querem ter dinheiro e serem prósperos, mas infelizmente só uma pequena parcela das pessoas consegue. Há quem pense que tudo se trate de sorte, porém não é verdade. É preciso ter conhecimento, dedicação e conexão adequada de pensamento e emoções. O livro mostra exercícios práticos que você pode, até mesmo, aplicar nas sessões de coaching financeiro.

Speed Health – Como fazer um milhão com seu negócio em até 3 anos – T. Harv Eker

Você já se perguntou como é possível uma pessoa criar o seu próprio negócio praticamente do zero e em um prazo de até 3 anos se tornar um milionário? O que parece um sonho para uns e impossível para outros, acabou se tornando realidade na vida do escritor, empresário e palestrante T. Harv Eker. Agora, que tal alcançar o seu primeiro milhão?

Os segredos dos homens mais ricos do mundo – Steven K. Scott

Este é um dos livros sobre finanças mais citados e lidos, pois discute exatamente o segredo que existe e faz com que alguns homens se tornem extremamente ricos. Nesta obra, você encontrará as 15 mais importantes estratégias e técnicas utilizadas por eles e que te fará alcançar o sucesso financeiro desejado.

Um dos principais livros sobre finanças: Os segredos da mente milionária – T. Harv Eker

Este é um livro indispensável em uma boa biblioteca de coaching financeiro. Nele você aprenderá como administrar as finanças, como lidar com os gastos excessivos e como fazer o dinheiro trabalhar para você. Interessante, não é mesmo?

Casais inteligentes enriquecem juntos – Gustavo Cerbasi

Trata-se de um dos livros sobre finanças mais famosos dedicados aos casais. Uma boa parceria amorosa pode-se estender para o campo do dinheiro e Cerbasi mostra, através de vários tópicos como é possível construir a riqueza.

 
Empreendedores inteligentes enriquecem mais – Gustavo Cerbasi

Outra grande contribuição do Cerbasi voltada para o empreendedorismo que, entre várias lições apresenta o quanto é importante simplificar o seu modelo de gestão para ter mais tempo e se dedicar as suas vendas.

Eu vou te ensinar a ser rico – Ben Zruel

Nesta obra você aprende como se livrar das dívidas e construir a sua liberdade financeira para que possa ter uma vida mais plena por meio de um método prático.

Ganhar + Gastar – Investir + – Denise Damiani

Esse é um dos livros que eu considero mais importantes de coaching financeiro dedicado às mulheres, tanto que seu subtítulo é “o livro do dinheiro para mulheres”. É preciso mudar e Damiani mostra como fazer.

Inclusive, você pode se interessar também no meu artigo em que falo porque gastamos mais dinheiro quanto estamos tristes.

Pense e enriqueça (para mulheres) – Sharon Lechter

Quer ser rica como a Angela Merkel? Para isso é preciso superar obstáculos e agarrar as oportunidades. Como? Por meio dos princípios de riqueza de Napoleon Hill apresentados neste livro.

Por Aline Soaper - Terapeuta Financeira

Fonte: http://www.administradores.com.br/

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Inovação no Varejo: “Pedras que rolam não criam musgo. E a TI está sempre rolando!”

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Finanças

Se tem um setor impactado pela transformação digital é o Varejo. Em contato direto com o consumidor final, este cada vez mais ávido por serviços personalizados, ágeis e por uma experiência marcante, o segmento está em constante busca por inovações. No entanto, por mais necessário que seja inovar para se manter competitivo, existem diversos desafios dificultando esse processo nas empresas e, muitas vezes, o empecilho não é de infraestrutura ou orçamento, mas cultural. Como a TI deve ser portar diante dessa realidade?

 

O tema será um dos grandes destaques da 7ª edição do Congresso TI & Varejodeste ano, que acontecerá no dia 04 de setembro, em São Paulo, reunindo os principais líderes do setor. Paulo Farroco, CIO das Lojas Riachuelo, será um dos painelistas que debaterá o assunto Liderança Digital ao lado de outros especialistas.

 

Para Farroco, essa “metamorfose cultural corporativa” em cima da inovação não deve ser encarada como um obstáculo, mas um desafio interessante, embora concorde que mudar é sempre desconfortável. “Todos nós nos classificamos como pessoas não resistentes a mudanças, mas por vezes nos vemos resistentes a mesma”, assume. E no caso da TI mudar é uma constante. “Pedras que rolam não criam musgo. E a TI está sempre rolando”.

 

No caso do Varejo e muitos outros negócios, inovar é uma questão de sobrevivência, de garantir a perenidade e a longevidade. Sendo assim, mudar é um estado permanente. Mas o fato é que o atual momento econômico em conjunto com as transformações dos hábitos dos consumidores tornou essas mudanças mais intensas e profundas. “Mesmo assim é mudar ou mudar”, enfatiza.

 

Dificulta ainda o fato de muitas empresas não enxergarem a TI como esse ponto de transformação. Farroco afirma que, embora não tenha essa percepção onde atua, sabe que muitos colegas ainda não conseguiram expor o real valor que a TI agrega ao negócio. “Em muitos casos, é uma área vista como executora, por isso não é chamada para participar das decisões estratégicas”, explica.

 

Para reverter essa situação, o CIO da Riachuelo diz ser sempre importante evidenciar a visão holística que os executivos têm para conquistar um lugar na “locomotiva”. “Brinco internamente com meu time que quem está na locomotiva sabe para onde o trem vai, a que velocidade e se teremos paradas ou não. Ficamos a par das novidades participando da concepção das mesmas, e não apenas com conceito de pura execução”, analisa.

 

Liderar esse processo de inovação e transformação digital exige habilidades, e uma delas é estar sempre alinhado com o negócio. “Este skill não pode ser deixado de lado, pois trata-se de uma das mais relevantes e a que pode diferenciar a percepção da TI”, destaca Farroco.

 

O executivo ressalta ainda a importância do relacionamento num mundo mais colaborativo, a perspicácia na escolha de parceiros diante de uma certa abundância de startups e fintechs e saber gerir um time com atitudes e visões diferentes. “Resistências são normalmente causadas pela insegurança do novo. Preparar e embarcar cada um é de suma importância e facilita a mitigar a resistência à inovação”, diz.

 

Paulo Farroco estará ao lado de outros CIOs e grandes líderes do mercado varejista debatendo esse e outros temas no Congresso TI & Varejo, no dia 04 de setembro, no Grand Mercure Hotel. As inscrições estão abertas e são gratuitas para os times de TI das empresas varejistas.

Por Redação

Fonte: http://www.decisionreport.com.br/

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51% dos internautas fizeram compras por aplicativos no último ano, revela estudo da CNDL/SPC Brasil

Por Maicon Douglas Carvalho Dia em Finanças

Facilidade de acesso é principal vantagem das compras por aplicativos, mas tela pequena é entrave. WhatsApp já foi usado por ao menos 44% dos usuários para interagir com vendedores e já supera telefone como canal de contato favorito

Onipresentes no dia a dia de muitos brasileiros, os smartphones facilitam a vida de diversas maneiras, inclusive para fazer compras. Um estudo realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que nos últimos 12 meses, mais da metade (51%) dos internautas fizeram alguma compra por meio de aplicativos – o percentual é ainda maior entre a população mais jovem (60%).

Os tipos de produtos que os internautas mais compraram via aplicativos durante esse período foram os eletrônicos e itens de informática (44%), contratação de serviços de transporte particular (39%),vestuário (36%), ingressos para atividades de lazer (25%), comidas por delivery (24%) e produtos de beleza ou perfumes (23%).

Para esses entrevistados, a facilidade de acesso, uma vez que a compra pode ser realizada pelo próprio smartphone é o que mais leva as pessoas a comprarem via app (52%). Outras razões são a praticidade e rapidez (49%), disponibilidade de melhores ofertas (37%) e a facilidade de organização que os aplicativos oferecem (26%).

“Os dados da pesquisa não deixam dúvidas quanto ao futuro do e-commerce. Ele passará cada vez mais pelos aplicativos em dispositivos móveis, utilizados não apenas para comunicar-se durante o processo de compra, mas também para adquirir produtos e serviços, pesquisar e comparar preços”, analisa o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

Para 44% dos que compram por aplicativo, tela pequena é obstáculo; 67% também são adeptos de aplicativos financeiros

Mas na hora de comprar via app, nem tudo é visto de forma positiva. Indagados sobre os principais obstáculos para esse tipo de compra, 44% acham que a tela pequena acaba atrapalhando a experiência de consumo e 35% ainda não confiam na segurança oferecida pelos aplicativos. Há ainda 17% de entrevistados que consideram os aplicativos difíceis de serem usados e 16% que nem sempre estão conectados ao Wi-Fi ou possuem plano de dados.

“O mobile é uma tendência irreversível no mercado de consumo. Desta maneira, é preciso que os varejistas desenvolvam experiências que cativem os consumidores e facilitem o engajamento. Este é um momento de mudanças
intensas, em que os varejistas precisarão estar atentos para avaliar sua presença na internet, ampliando canais de relacionamento e facilitando o acesso dos clientes”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

A pesquisa descobriu que dentre os consumidores que usam aplicativos para compras, a maioria também é adepta de aplicativos para tarefas financeiras (67%), principalmente os de operações bancárias (47%), comparação de preços (25%) e organização das finanças pessoais (19%).

44% dos usuários de WhatsApp já usaram o aplicativo para se comunicar com lojas; 79% acham importante que loja ofereça recurso aos clientes

Concebido inicialmente para troca de mensagens pessoais, o WhatsApp vem se tornando também uma plataforma para negócios. De acordo com o levantamento, 44% dos entrevistados já utilizaram o WhatsApp para se comunicar com uma loja ou vendedor no processo de compras, sendo que na maioria das vezes (73%) sempre houve um retorno por parte do estabelecimento comercial. Os que nunca tiveram a experiência de utilizar o WhatsApp para interagir com lojistas somam 56% dos seus usuários.

As interações mais comuns entre consumidor e loja foram na consulta sobrepreços após recebimento de uma oferta (14%), concretizar uma compra por meio do aplicativo (12%), agendar um serviço (12%), consultar sobre um produto que ficou interessado (11%) ou realizar uma reclamação (10%).

Os tipos de produtos e serviços mais adquiridos via WhatsApp são manutenção e consertos de produtos diversos (31%), compra de roupas, calçados e acessórios (29%) e aquisição de remédios ou suplementos vitamínicos (26%).

Dentre os internautas que costumam fazer compras ou agendamento de serviços via WhatsApp, 42% consideram o processo fácil e rápido e 39% destacam a conveniência de poder comprar mesmo sem sair de casa. Há ainda 30% de entrevistados que veem vantagem em receber fotos e vídeos dos produtos que estão interessados. “As empresas já começam a perceber que não podem mais abrir mão de uma ferramenta de conexão instantânea entre a marca e o consumidor. A praticidade e o imediatismo proporcionados pelo aplicativo fazem com que os consumidores vejam com bons olhos a adoção da ferramenta como forma de relacionar-se com empresas. Isso significa que cada vez mais o consumidor será atraído pelas marcas que forem verdadeiramente responsivas no ambiente digital”, afirma Pellizzaro Junior.

Outra constatação do estudo é que o WhatsApp já é o canal favorito dos internautas para se comunicar com as lojas: 27% preferem esse tipo de contato. A opção aparece à frente do telefone, citado por 25% dos entrevistados. No geral, 79% dos entrevistados que já utilizaram o WhatsApp para se comunicar com vendedores consideram importante que os estabelecimentos comerciais ou prestadores de serviços ofereçam ao cliente essa opção. Apenas 7% são contrários a essa necessidade e 13% demonstram indiferença.

Metodologia

A pesquisa ouviu 815 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais, capitais e acima de 18 anos que fizeram alguma compra online nos últimos 12 meses. A margem de erro é de no máximo 3,43 pp a uma margem de confiança de 95%.

Por Vinícius Bruno, Andrea Giardino, Amanda Wall

Fonte: https://www.spcbrasil.org.br/

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